A John Deere, anunciou oficialmente no dia 18 de agosto uma parceria com a startup DataFarm para análise de yield gap. Com o objetivo de potencializar a produtividade em propriedades agrícolas de todos os portes, por meio das ferramentas de análise de dados e conexão presentes nas máquinas da marca.
A DataFarm, spin-off foi criada em 2018 pelo laboratório IBRA (Instituto Brasileiro de Análise), para o desenvolvimento de análise de carbono no solo a partir de uma tecnologia da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), como explica Armando Parducci.
“O trabalho de colaboração entre a John Deere com a DataFarm começou há dois anos. A companhia realiza todos os anos o Startup Collaborator Program. Uma iniciativa que aprofunda a interação com empresas com potencial de crescerem na prestação de serviços para o agronegocio. Em 2020, a agtech foi uma das selecionadas para o programa além de três outras startups: uma dos EUA, uma da Dinamarca e outra de Israel,” explicou Dan Leibfried, diretor de inovação da John Deere na América Latina;
“Com essa parceria temos ações compartilhadas que agregam. Com uma análise de solo mais detalhada estamos contribuindo para todo o ecossistema. O que tem sido possível é que ao conectar produtores, consultores, parceiros e concessionárias John Deere estamos melhorando a produtividade e preservação ambiental”, explica,Thiago Camargo, sócio da DataFarm que junto com Armando Parducci.
No local onde está o laboratório também foi inaugurada a Biblioteca dos Solos em Sumaré. “A meta é levar, no ambiente digital, eficiência agrícola, rentabilidade e sustentabilidade do produtor,” falou Armando durante a apresentação.
“A DataFarm é uma spin-off criada em 2018 pelo laboratório IBRA, líder de mercado em análise de solos e pioneiro no desenvolvimento de tecnologias emergentes para determinação de carbono no solo, o SpecSolo, uma tecnologia Embrapa. A plataforma de Big Data da DataFarm conta com uma robusta base histórica de clima dos últimos 60 anos e com um expressivo banco de dados de solos brasileiros, e é a base para auxiliar os profissionais do campo na construção de uma agricultura mais resiliente e adaptada às mudanças climáticas”, conta Thiago.
O Laboratório conta com uma estrutura com mais de 800 funcionários, uma biblioteca de solos com 3 milhões de amostras de solos de diferentes partes do Brasil armazenadas, que proporciona o desenvolvimento de novas tecnologias para as lavouras do país.
Durante a pandemia, a empresa cresceu e inovou nos serviços oferecidos. “Quando participou do programa da John Deere teve a oportunidade de unir as análises de carbono com as tecnologias já existentes nas maquinas da empresa, o que oferece ao produtor uma otimização de ações no dia a dia,” explica Estela Dias, diretora de marketing de novas tecnologias da John Deere.
(colaborou: Valéria Vilela)