Após sair de academia, Juiz de Guaxupé tem infarto fulminante e morre

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Faleceu na manhã desta segunda-feira, dia 31, em Poços de Caldas onde residia, o juiz Hélio Marcos Miotto, aos 55 anos, do Juizado Especial Cível e Criminal e, Diretor do Foro da Comarca de Guaxupé.

Segundo informações de amigos, o juiz havia acabado de sair de uma academia de ginástica quando sentiu fortes dores no peito e foi até um hospital, onde teve um infarto fulminante vindo a falecer.

Dr. Hélio deixa a esposa Jaqueline, os filhos Natália e Hélio Filho.

Seu corpo será velado em Ribeirão Preto, no Velório Memorial Campos Elíseos. O sepultamento ocorrerá amanhã, dia 1º, às 9h30.

HOMENAGEM

Perde Guaxupé um dos mais dignos juízes de Direito, e a magistratura mineira um de seus grandes expoentes.  

À frente do foro da Comarca de Guaxupé há cerca de dois anos, pode o Dr. Hélio, pelas suas qualidades de homem bom e de magistrado honrado, fazer-se estimado pelos seus jurisdicionados, impondo-se ao apreço e ao respeito de quantos o conheceram.

Ele realmente foi um juiz que honrou a magistratura, seja pela serenidade e retidão de caráter, pelo acerto, ou pelo seu alto saber jurídico, o que lhe ilustrou a toga.

O TJMG, Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que é constituído das mais belas afirmações de retidão de caráter e de saber jurídico tinha a seu serviço um magistrado que soube dignifica-lo ainda mais, pois o Dr. Hélio, além das qualidades que se exige para um juiz perfeito e íntegro, era um estudioso atento e atualizado das doutrinas jurídicas que as evoluções, social e processual, têm exigido, para a boa aplicação do Direito.

Para o Dr. Hélio a aplicação da lei transcendia a percepção dos bens materiais para sobrestar naquele plano indefectível em que só as forças morais situam como roteiro e como refluência das mais vitalizadas normas de justiça.  

A beleza do Direito se espalma na exatidão da justiça que, sem cavilar, humaniza a lei. Dr. Hélio foi um juiz assim, norteou o seu trabalho pelo bem, deixando-nos um exemplo ímpar de honradez e de grandeza de caráter e aos seus, um nome que pode ser reverenciado com o orgulho cristão com que se cultiva a memória de um justo.

Guaxupé, de modo particular, teve no seu trabalho e na sua dedicação uma farta e generosa força de trabalho.

A sua passagem pela direção do foro da Comarca de Guaxupé marcou uma fase ímpar na sua evolução. Dinâmico e incansável, ele inaugurou uma era de reerguimento que servirá de base a seus sucessores.

No exercício da magistratura, com a sua acessibilidade, humildade e modéstia, serviu a todos: jurisdicionados, advogados, grandes e pequenos, com o mesmo desprendimento e o mesmo desejo de servir. Nunca fechou as portas de seu gabinete a quem o procurou, fosse o mais humilde cidadão até as mais altas autoridades. Por isto adveio-lhe, desta bondade, uma popularidade que a bem poucos é dado desfrutar.

Dr. Hélio não foi somente um jurista culto e experiente, ou chefe de família modelar, foi acima de tudo um homem bom e de nobres sentimentos cristãos, um cavalheiro perfeito com sua esmerada educação, com a sua finura de trato, pois ele sabia atrair amigos, o respeito e a admiração dos servidores do Poder Judiciário, dos advogados e dos jurisdicionados.

É com fortes razões que a cidade lamenta o seu desaparecimento. Imortal, entretanto, ficará o seu nome, tão intimamente ligado à existência das nossas mais importantes instituições e, imperecivelmente gravado na história da Comarca de Guaxupé, que ele tanto engrandeceu.

Homenagem de Maria Luiza Lemos Brasileiro / Wilson Ferraz (Guaxupé/MG)

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