As celebrações que marcaram os 60 anos da morte do Servo de Deus Dom Inácio João Dal Monte culminaram com a celebração de uma missa, na Catedral de Guaxupé, na última segunda-feira, 29 de maio, às 19h00. A missa foi presidida pelo pároco da Paróquia de Nossa Senhora das Dores do Guaxupé, Padre Alexandre e concelebrada pelos padres, Reginaldo José da Silva, e Cleiton Bueno, o tão popular e conhecido Padre Cleitinho, e ainda contou com a participação de diversos sacerdotes da diocese.
Foi um momento de muita emoção com o templo repleto de fiéis e devotos do bispo falecido em 29 de maio de 1963.
Naquela oportunidade Padre Cleitinho apresentou uma biografia do Servo de Deus, discorrendo toda a trajetória de Dom Inácio, iniciando com a imigração dos pais do mesmo para o Brasil, a morte do pai, o retorno da mãe como os dois filhos para a Itália, a participação de Dom Inácio na Primeira Guerra Mundial, a ordenação sacerdotal, o retorno ao Brasil, a atuação evangelizadora dele no Estado do Paraná, o paroquiato em Santo Antônio da Platina, o episcopado em Joinville e Guaxupé.
Em seu pronunciamento, Padre Cleitinho deu destaque à resignação do Servo de Deus diante dos sofrimentos que eram aceitos como “uma vontade de Deus”.
Durante a celebração, uma senhora apresentou um relato a respeito de graças alcançadas através da intercessão de Dom Inácio.
No final da missa Padre Reginaldo falou a respeito da tramitação do processo pró-beatificação, cujo inquérito diocesano foi encerrado em 15 de junho de 2022. Segundo foi dito por ele, o processo, com mais de cinco mil páginas, está sendo analisado pela Congregação da Causa dos Santos, no Vaticano. Depois de aprovado nesta primeira fase, os autos deverão seguir para outra, seguinte, onde serão analisados os milagres atribuídos a Dom Inácio. Finalizando o padre solicitou a colaboração dos fiéis e devotos mencionando o alto custo do processo; disse que recentemente a Diocese teve que encaminhar para o Vaticano a importância de 18 mil euros e que mais duas parcelas de 20 mil cada terão que ser destinadas às custas dos processos.
Terminando as celebrações foi realizada uma celebração junto ao mausoléu onde se encontram os restos mortais de Dom Inácio.
Ainda, naquela oportunidade, ficou acertado que, em 15 de junho próximo, deverá ocorrer uma celebração, oportunidade em que a comissão histórica composta pelos padres Reginaldo e Cleitinho, por Luiz Henrique Marques, Wilson Ferraz, Lurdinha Sandroni, Sara Gabriel e Inácio Abranches deverão definir as providências com relação ao documentário que substanciou o processo de pró-beatificação.
(Colaborou: Wilson Ferraz)