Paolinelli é considerado o homem por trás do desenvolvimento tecnológico da agricultura brasileira
O professor e ex-ministro da Agricultura Alysson Paolinelli, de 86 anos, morreu na quinta-feira (29/06), aos 86 anos. Ele estava internado em estado grave no Hospital Madre Teresa, em Belo Horizonte, após uma série de complicações depois de uma cirurgia no fêmur. A morte foi confirmada pelo hospital.
No sábado (24/06), ele chegou a receber a visita do governador Romeu Zema. Há alguns meses, Paolinelli fez uma cirurgia e colocou uma prótese no quadril. Após o procedimento, ele teve uma gripe muito forte, que levou à uma pneumonia, que afetou gravemente sua saúde e o deixou fragilizado, de acordo com um amigo da família. As medicações para o restabelecimento da cirurgia comprometeram os rins e também levaram a outras complicações do aparelho respiratório. Ele estava internado há um mês.
Engenheiro agrônomo e professor universitário, Alysson Paolinelli é apontado por muitos como um dos maiores nomes por trás do desenvolvimento sustentável da agricultura brasileira. Ele é um dos principais responsáveis pela introdução da tecnologia e da pesquisa na produção agrícola, contribuindo para que o Brasil se tornasse uma potência no setor, além de ser um grande defensor da segurança alimentar mundial.
Ele é respeitado como um dos principais responsáveis por Minas ter se tornado uma referência mundial na produção de café. (O TEMPO)
UM BRASILEIRO COM A ALMA DE MINAS – Veja o que disse o ex-ministro e ex-deputado, Carlos Melles sobre a morte de Paolinelli.
“Muito triste com a perda do meu amigo querido Alysson Paolinelli, um brasileiro com a alma de Minas e uma visão como poucos de mundo e de humanidade. É meu ídolo há 50 anos, comecei a trabalhar em pesquisa por suas mãos (Epamig – Pipaemg), e desde sempre tenho profunda admiração por sua inteligência, sua bondade, sua capacidade de sempre estar inovando. Ele parte para o descanso eterno, e deixa um legado que estará sempre vivo. Engenheiro agrônomo pela Esal (Hoje Ufla), nosso eterno ministro da Agricultura, um dos idealizadores da Embrapa, foi o líder da revolução agrícola tropical sustentável, responsável pela introdução de tecnologias na produção agrícola – especialmente no cerrado, contribuindo decisivamente para que o Brasil se tornasse autossuficiente em alimentos e uma potência no setor agroalimentar. Minha homenagem e gratidão, perdemos um ser humano maravilhoso, um brasileiro indicado ao Prêmio Nobel, que viverá sempre em meu, em nossos corações. Meus sentimentos à sua esposa Marisa, filhos, familiares, e a todos os amigos em luto. O Brasil perdeu um grande homem, que possamos honrar e seguir seus ensinamentos”.
DEPUTADO ARANTES TAMBÉM SE MANIFESTOU
“É com profunda tristeza que recebemos a notícia do falecimento do amigo, Dr. Alysson Paolinelli.
O Brasil perde o maior nome da agricultura mundial, sendo considerado o “pai do cerrado” brasileiro, quando ajudou a transformar uma região onde a agricultura era quase impossível em uma das maiores produtoras de grãos do país. Um nome que é sinônimo de agricultura e um homem que é exemplo de trabalho. Dr. Alysson será o nosso eterno ministro da Agricultura, por seu trabalho foi indicado duas vezes ao prêmio Nobel da Paz, por suas enormes contribuições à produção no campo, levando alimentação saudável e segura para todo o planeta.
E eu perdi um grande amigo, um conselheiro, uma inspiração. Obrigado meu amigo por ter me dado a oportunidade de conviver e aprender com o Senhor. Descanse em paz. À família meus sinceros sentimentos”.
NOTA DE PESAR DO DEPUTADO FEDERAL EMIDINHO MADEIRA
“Lamentamos, profundamente, o falecimento, aos 86 anos, de Alysson Paolinelli, um ícone do agronegócio no país. Mineiro de Bambuí, Paolinelli foi o grande responsável pela expansão da soja e outras culturas no cerrado brasileiro. Engenheiro agrônomo pela UFLA (Lavras), professor e pesquisador incansável, Alysson Paolinelli também foi ministro e secretário de Estado da Agricultura, deputado federal e um dos responsáveis pela criação da EMBRAPA. Chegou a ser indicado para o Prêmio Nobel da Paz por mais de uma vez. O Brasil perdeu um de seus grandes homens e o seu legado jamais será esquecido. Nossos sentimentos aos familiares e amigos.”