O 211º Grupo Escoteiro de Minas Gerais – nomeado Major Leonel em homenagem ao célebre personagem da história do município de Cabo Verde/MG – teve seu registro de nascimento em 18 de março de 2023, por seu fundador e diretor-presidente Wagner Madeira da Silva. Porém, conta com raízes profundas que remontam aos anos de 1997, quando este ingressou no Movimento Escoteiro como Lobinho.
“Tenho o orgulho de ter em minha história uma família com marcante trajeto dentro do Movimento. Pertencíamos ao 99º Grupo Escoteiro Curupira, de São João da Boa Vista/SP, onde meu pai também foi dirigente e hoje quem o preside é minha prima. Meu irmão mais velho ingressou anos antes de mim, como Escoteiro, e permaneceu até a sua saída pelo ramo Sênior.”, afirma o dirigente local.
“Os tempos se passaram e muitas mudanças ocorreram, mas os valores semeados durante minha infância e adolescência, frutificaram na maturidade, quando servi no Exército, em 2007, por ocasião do alistamento no Serviço Militar Obrigatório.
Dez anos depois, quando ingressei na Polícia Militar de Minas Gerais, fui destacado para servir na cidade de Cabo Verde/MG, onde tive a oportunidade de conhecer a comunidade local e observar a carência daqueles valores universais de compromisso com a espiritualidade, civismo e altruísmo nos jovens, principalmente, no ano seguinte, quando também passei a lecionar em uma Escola Estadual local.
Nesse momento, percebi a oportunidade que tinha em mãos de também semear estes mesmos valores naqueles jovens através do Movimento Escoteiro, que tanto colaborou para meu desenvolvimento. Foi quando tive a iniciativa de contatar a União dos Escoteiros do Brasil para a abertura de uma Unidade Escoteira Local.”, explicou o presidente da unidade.
A Organização Mundial do Movimento Escoteiro tem sua origem na Inglaterra, no início do século XX, em 1907, por seu fundador, o Tenente-general Robert Stephenson Smyth Baden-Powell, que trouxe do militarismo inglês e da cavalaria medieval um conjunto de valores universais como o compromisso com a espiritualidade, o compromisso com a Pátria e o compromisso com o próximo, e que julgou conveniente implementar em um movimento juvenil espontaneamente formado a partir de jovens que acampavam usando as técnicas descritas em seu livro “Aids to Scouting” (“Auxílio a Exploração”).
O sucesso foi tamanho que, reservou fascículos nos jornais britânicos para publicar aquela que seria a mais vendida obra depois da Bíblia Sagrada, do Alcorão e do Livro Vermelho de Mao Tsé-Tung – o “Scouting for Boys” (Escotismo para Rapazes).
A partir disso, o Escotismo rompia as fronteiras linguísticas e políticas e, em 1909, o Movimento já estava no Brasil e em constante crescimento, contando com diversas Associações pulverizadas em solo nacional. Até que, em 1924, estas juntaram-se para formar a União dos Escoteiros do Brasil, órgão legalmente autorizado a praticar o Escotismo no Brasil.
O Escotismo, ou Movimento Escoteiro, é hoje, o maior movimento juvenil de educação não-formal do mundo, com mais de 57 milhões de membros e cerca de 80 mil só no Brasil. Ele divide-se em faixas etárias, chamadas de ramos: o ramo Lobinho (dos 6,5 aos 10 anos), o ramo Escoteiro (dos 11 aos 14 anos), o ramo Sênior (dos 15 aos 17 anos), o ramo Pioneiro (dos 18 aos 21 anos) e o ramo de Chefia (dos 22 anos em diante). Cada um deles possui seu próprio método pedagógico de aplicação individual e coletiva.
No sábado, 8 de julho, quase 4 meses se passaram desde a primeira atividade do Grupo, sediado na Escola Municipal Pedro Alcântara Ferreira, que já conta com mais de 70 associados registrados e um impacto social visível e reconhecido até mesmo na região, com atividades aos sábados, das 9h às 11h30 da manhã.
“O salário de um chefe escoteiro é o carinho e o reconhecimento pelos adultos, jovens e crianças que alcança na comunidade e por, nas palavras de Baden-Powell, ‘tornar o mundo um lugar um pouco melhor do que o encontramos’”. – chefe Wagner Madeira, diretor-presidente do Grupo.
(ASCOM)