Mercado de consumo ainda não está preparado para atender pessoas com deficiência, dizem palestrantes

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Em evento virtual, Procon-MG e Sebrae lançaram cartilha e folder com orientações para atendimento inclusivo ao consumidor

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Procon Estadual de Minas (Procon-MG) e do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Promoção dos Direitos da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência (CAOIPDC), realizou, nesta terça-feira, 21 de novembro, a ação educacional Momento EducAtivo On-line: Acessibilidade nas relações de consumo. O objetivo do encontro, que contou com intérprete de libras, foi de refletir sobre a necessidade de práticas inclusivas no mercado de consumo, para fomentar a cidadania de pessoas com deficiência.

Durante a ação educacional, foram lançados uma cartilha e um folder para orientar fornecedores varejistas no atendimento a pessoas com deficiência. A publicação, que é resultado de uma parceria entre o Procon-MG e o Sebrae Minas, tem formato de e-book e traz orientações desde questões estruturais até atitudes mais simples que podem fazer diferença no atendimento às pessoas com deficiência, tanto no ambiente on-line como em lojas físicas.

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Na abertura do encontro virtual, que foi realizado por meio da Plataforma Microsoft Teams, o coordenador do Procon-MG, promotor de Justiça Glauber Tatagiba, destacou a relevância da acessibilidade no mercado de consumo. De acordo com ele, cerca de 25% da população brasileira – o equivalente a 50 milhões de pessoas – tem algum tipo de deficiência. “Esse consumidor exige uma atitude dos órgãos públicos e das entidades para possibilitar que ele receba um atendimento mais inclusivo, mais direto e proativo por parte de fornecedores”, disse.

O diretor técnico do Sebrae, Douglas Cabido, ressaltou a importância do evento para tornar a sociedade mais inclusiva, começando pelas relações de consumo. “Queremos deixar nosso público, que são os empreendedores, prontos para esse desafio”, comentou.

O painel da ação educacional abordou as possibilidades e desafios para a garantia da acessibilidade nas relações de consumo e teve como mediadora a promotora de Justiça Vânia Samira Doro Pereira Pinto, coordenadora do CAOIPDC. Ela elogiou a iniciativa do evento. “É uma alegria ver que mais pessoas estão se preocupando com a inclusão, em abraçar a necessidade do outro”, contou.

Três expositores participaram do painel. A primeira a falar foi a consultora jurídica especializada em Direito do Consumidor e Rotulagem de Alimentos, Simone Maria Silva Magalhães. Ela falou do contexto normativo brasileiro sobre acessibilidade nas relações de consumo, seus desafios e possíveis medidas para sua efetivação.

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O segundo expositor foi o analista em Pedagogia de Políticas Públicas do MPMG e coordenador do Movimento Unificado dos?Deficientes Visuais (Mudevi), Willian de Lelis Braz Nascentes. Ele é deficiente visual e comentou experiências das pessoas com deficiência no mercado de consumo. Willian citou dificuldades, por exemplo, para pagar contas com cartão em restaurantes, para utilizar aplicativos e sites, em especial de companhias aéreas, para usar eletrodomésticos com teclas “touch”, além das situações constrangedoras por causa da falta treinamento de vendedores para atender e acolher.

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Encerrando o evento, o especialista em Varejo do Sebrae Minas, Victor Mota Ferreira, apresentou o e-book “Atendimento Inclusivo no Varejo: Um bom negócio!” como instrumento destinado a orientar fornecedores sobre práticas inclusivas nas relações de consumo.

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De acordo com os expositores da ação educacional, o mercado de consumo ainda não está preparado para atender pessoas com deficiência e deve se especializar.

Para fazer o download do e-book “Atendimento Inclusivo no Varejo: Um bom negócio!”, clique aqui.

Fonte: Ministério Publico MG

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