Entre os dias 22 a 27 de fevereiro de 2024, o professor de Física Me. João Evangelista Neto, servidor na Escola Estadual Professor Pedro Saturnino de Magalhães (Cabo Verde/MG), realizou com os estudantes dos 1ºs e 2ºs Anos do Ensino Médio em Tempo Integral, a produção de um repelente caseiro à base do óleo de citronela, como parte integrante à disciplina de Práticas Experimentais.
O objetivo da atividade foi ensinar aos estudantes a se prevenirem contra a picada do mosquito Aedes Aegypti, mosquito transmissor da Dengue.
Sabe-se que a dengue é uma doença infecciosa febril aguda, podendo se apresentar de forma benigna ou grave, dependendo de alguns fatores, entre eles: o vírus envolvido, infecção anterior pelo vírus da dengue e fatores individuais como doenças crônicas, ou seja, diabetes, asma brônquica, anemia falciforme.
Diante de diversas pesquisas realizadas e documentários vistos ao longo dos últimos dias, nota-se que o vírus do dengue pertence à família dos flavivírus e é classificado no meio científico como um arbovírus, os quais são transmitidos pelos mosquitos Aedes aegypti e são conhecidos quatro sorotipos: 1, 2, 3 e 4, e que o sul de Minas já tem mais de 12,4 mil casos confirmados de dengue em 2024. A atualização dos dados foi divulgada ao longo dessa semana, pela Secretaria de Estado de Saúde, afirma o professor.
Segundo o professor, a pessoa infectada com o vírus pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos, dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes podem indicar um sinal de alarme para dengue hemorrágica.
É importante procurar orientação médica ao surgirem os primeiros sintomas, afirma.
O repelente caseiro é feito à base do óleo de citronela e glicerina. De acordo com o professor, a detecção da citronela é ativada pelas proteínas dos poros dos insetos, conhecidas como canais de receptores transientes de potencial e quando esses receptores moleculares são ativados, enviam mensagens químicas ao cérebro do inseto, resultando em uma reação de aviso.
Enfim, os estudantes gostaram muito da aula prática e cada um levou para casa um frasco da amostra do experimento realizado, contribuindo assim para com o combate à picada do mosquito.