Faleceu na última quarta-feira, 06 de novembro, em Mococa, SP, onde se encontrava em tratamento de saúde, o mais velho representante da colônia libanesa da região, Amadeu Zeitune, aos 104 anos de idade.
Ele nasceu no Brasil, em 22 de setembro de 1920, filho dos libaneses, Felipe Elias Zeitune e de Dona Rosa Jorge Zeitune. Portanto ele era neto paterno dos também libaneses, Elias Abrão Zeitune e de Dona Maria Antônia Zeitune.
Seu pai, Felipe Elias, deve ter nascido no Líbano por volta do ano de 1893, pois faleceu aos 88 anos de idade, na Santa Casa de Misericórdia de Guaxupé, em 21 de outubro de 1988.
No início do século XX os dois irmãos, Miguel Elias Zeitune, casado com Dona Edvirges Elias Zeitune, e Felipe Elias Zeitune deixaram o Líbano para imigrar para o Brasil.
Miguel Zeitune estabeleceu-se como comerciante em Guaranésia, MG, onde faleceu aos 40 anos de idade, em 06 de maio de 1924.
Felipe Elias Zeitune casou, em São Paulo, com a também libanesa, dona Rosa Jorge Zeitune. O casal residiu inicialmente em Monte Belo, MG, onde nasceram seus 11 filhos, e, posteriormente, em Guaxupé, onde ambos faleceram. O filho casal, Antônio Felipe Zeitune, foi prefeito de Guaxupé entre os anos de 1989 e 1992, além de ter sido deputado estadual.
Amadeu era o mais velho dos 11 irmãos, sendo que atualmente, além dele, sobreviviam apenas três, Antônio, Onofre e Zequinha.
Com a sua morte, Amadeu deixa os filhos: Amadeu, Napoleão, Ismênia, Sara e Daiane, noras, genros, netos e muita saudade.
O seu corpo foi transladado para Guaxupé, foi velado na Capela do Lar São Vicente de Paula e sepultamento aconteceu no mesmo dia no Cemitério da Praça da Saudade.
Homenagem
Amadeu Zeitune, um homem do comércio, integrado com seus problemas pela linha de sua ascendência e pela vocação para o mundo dos negócios, ele enobreceu a colônia libanesa que tanto contribuiu e contribui para o progresso e desenvolvimento da terra que eles adotaram e que tanto amaram.
O prestígio do seu nome como comerciante e produtor rural esclarecido ele o adquiriu através de assíduo trabalho e de constante peleja nos melhores dias de sua vida.
Poucos homens entre nós terão tido a ventura de terem sido amados, tanto como foi o Sr. Amadeu. Agora, na sua velhice, teve a dourar lhe os dias, a alegria dos filhos e netos com quem dialogava como um patriarca maneiroso, recolhendo na argúcia e no entusiasmo dos moços as forças dominadoras para os seus dias já apoucados de sonhos e dando à sua descendência o exemplo de bom humor e da arte de bem viver em que ele se primou pela bondade, pela serenidade, e pela convicção de homem de fé e de coragem.
Pai e avô amoroso, abriu aos filhos e netos o coração e nele os abrigou com aquela serenidade mansa de homem justo que só entendia o bem e pelo bem vivia todos os seus momentos. Assim, deu a seus filhos e netos formação sólida e educação cristã, ostentando-os na cordura dos gestos e amando-os na enormidade de sua delicadeza de homem simples, porém irrepreensivelmente educado.
À sua mãe, Dona Rosa, dedicou um alento sem limites e alegrou com sua vida exemplar. Aos irmãos, deu-lhes o amor que brotava exuberantemente do seu coração de homem justo.
Descansa lutador, pois aqui no plano terreno fica a emoção da lágrima que chora, o coração que umedece os olhos, porém ficamos nós os seus amigos evocando um preito sincero de saudade.
Homenagem da historiadora Maria Luiza Lemos Brasileiro e de seu marido, Wilson Ferraz