O ano de 2025 já começou, mas o mercado financeiro do café volta a operar nos escritórios do Brasil e do exterior na próxima semana, quando termina o recesso de festas e o período de férias dos profissionais dos escritórios que comercializam o grão.
Com um aumento do consumo que vem crescendo mundialmente e para se ter ideia, em 1999 foram exportados pelo Brasil 20 milhões de sacas e em 2025 é que o café enviado ao exterior chegue próximo a 50 milhões de sacas, de acordo com o escritório Carvalhaes. Com mercados emergentes como a China que vem aumentando seu consumo e os estoques que não aumentam.
Temos ainda um cenário mundial de intempéries climáticas atingindo as regiões de produção no Brasil e no exterior. O que aponta para incertezas sobre a produtividade da safra de café 2025 e uma demanda global que cresce.
O que aponta que os preços do café vão seguir instáveis em meio a especulações sobre o tamanho da safra 2025/26 . O que vem sendo uma tendência dos últimos seis meses, com movimentação de altas e baixas no mercado financeiro que se repete no mercado físico.
De acordo com a última divulgação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra brasileira de café em 2025 foi estimada em 53,2 milhões de sacas de 60 kg, um decréscimo de 6,8% em relação ao volume produzido em 2024.
Para o café arábica, a produção foi prevista em 35,6 milhões de sacas, com uma queda de 11,2% em relação ao volume produzido no ano passado e para o robusta há estimativa de uma safra de 17,6 milhões de sacas, registrando assim um aumento de 3,4% comparado ao volume produzido em 2024.
No cinturão do arábica, neste momento os grãos estão em preenchimento e a chuva é fundamental para o crescimento. Mas como houve uma estiagem muito rigorosa que afetou o parque cafeeiro talvez as plantas não consigam recuperar o déficit hídrico, como explicam os especialistas.
ALERTA- Ao produtor resta nesta circunstancia ficar atento aos tratos culturais e investir em gestão e reduzir custos para garantir a saúde das plantas e minimizar os impactos climáticos e melhorar seus rendimentos. A venda da safra tem que ser realizada com muito cuidado para não perder os lucros e não comprometer a sobrevivência da atividade em um setor que se apresenta uma demanda crescente. A OIC (Organização Internacional do Café) reafirma que há um gargalo entre produção e consumo, ou seja temos café. Mas os especialistas nacionais e internacionais são unanimes, não é possível prevê o que vai ocorrer no mundo. Mas uma certeza é que não tem café sobrando.
(COLABOROU: VALERIA VILELA)