Guaxupé lança projeto de Identidade Gastronômica

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Iniciativa integra estratégia da Prefeitura com apoio do Sebrae Minas para valorizar o café, a tradição caipira e as heranças italiana e sírio-libanesa

Guaxupé, no Sudoeste de Minas Gerais, lança no dia 24 de fevereiro, o projeto de Identidade Gastronômica. A iniciativa visa fortalecer o setor de alimentação fora do lar e o turismo local, em ação do Sebrae Minas e da Prefeitura. O evento de lançamento será realizado no Teatro Municipal, às 18h30.

‘Guaxupé, Gastronomia, História e Identidade’ vai posicionar o município como destino gastronômico da região e integra uma política mais ampla de estruturação do setor, tendo a culinária como eixo de desenvolvimento econômico, geração de renda e valorização cultura ampliando a visibilidade de Guaxupé no cenário regional e nacional.

A proposta vai além do registro histórico de receitas e ingredientes. O projeto estabelece diretrizes para capacitação de empreendedores, criação de roteiros temáticos, fortalecimento de eventos e desenvolvimento de experiências gastronômicas que ampliem o tempo de permanência do visitante e movimentem a economia local.

Segundo a analista do Sebrae Minas Laura Campos, a iniciativa representa um avanço na organização da gastronomia como ativo econômico do território. “Em Guaxupé, o café, as tradições caipiras e as influências italiana e sírio-libanesa formam um diferencial competitivo que pode gerar novas oportunidades para os empreendedores locais”, destaca.

 

Café, chancliche e tradição

Em Guaxupé, a gastronomia nasce da própria formação do território. O café, responsável por impulsionar o crescimento da cidade a partir da chegada da ferrovia Mogiana, moldou não apenas a economia, mas também o modo de viver, receber e cozinhar. A partir desse ciclo, o município passou a reunir influências da cultura caipira e tropeira com contribuições italianas e sírio-libanesas, criando uma identidade singular à mesa.

Entre os ingredientes que traduzem essa identidade estão o café, o chancliche (queijo de origem árabe), carne suína, linguiça, milho e seus derivados, doce de leite, quitandas e feijões diversos. O chancliche, por exemplo, foi trazido por imigrantes sírios e libaneses no final do século XIX e teve seu modo de preparo reconhecido como patrimônio imaterial do município.

 

Gastronomia como atrativo turístico

O turismo gastronômico passa a ser tratado como ferramenta estratégica de desenvolvimento sustentável, promovendo experiências sensoriais autênticas e fortalecendo a integração entre produção rural, comércio, turismo e cultura.

Guaxupé já possui eventos consolidados que dialogam diretamente com essa estratégia, como o Guaxupé Café Festival, realizado desde 2018 para reforçar o papel histórico do café na cidade, além de celebrações tradicionais como a Folia de Reis e a Exposição Nacional de Orquídeas.

Para a diretora de turismo de Guaxupé, Cristiane de Souza, o lançamento do projeto representa um marco estratégico para o município, pois se trata da consolidação da gastronomia como um dos principais pilares do nosso desenvolvimento turístico, econômico e cultural. “Ao estruturar as experiências, fortalecemos os empreendedores, criamos roteiros e ampliamos o tempo de permanência do visitante. Guaxupé passa a ser reconhecida não apenas pelo que produz, mas pelo que oferece como vivência autêntica”, destaca a diretora que reforça ainda que a iniciativa ainda representa uma nova oportunidade de renda e protagonismo regional.

 

Assessoria de Imprensa Sebrae Minas – Regional Centro-Oeste e Sudoeste

 

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