Tragédia histórica na Zona da Mata Mineira já contabiliza 37 mortos e mais de 30 desaparecidos

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Fotos: Prefeituras/Redes Sociais

 

A Zona da Mata Mineira vive a pior catástrofe natural de sua história. O temporal que atingiu a região, com especial ferocidade os municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, já deixou 37 vítimas fatais confirmadas e mais de 30 pessoas desaparecidas até a manhã da quarta-feira (25). Os números, ainda preliminares, superam todos os registros anteriores de desastres climáticos na região, colocando as defesas civis locais em estado de alerta máximo. 

 
Juiz de Fora, o maior centro urbano da região e a cidade mais castigada pela fúria da natureza, acumulou impressionantes 584 milímetros de chuva nas últimas dias, um volume que pulverizou a marca histórica para o período. O impacto foi avassalador: o Corpo de Bombeiros já atendeu a 762 ocorrências somente na cidade, a maioria relacionada a deslizamentos, soterramentos e salvamentos.
 

 Em Ubá, a situação não foi menos dramática. O Rio Ubá, que corta a cidade, atingiu a marca de 7,82 metros acima do nível normal em um intervalo de apenas três horas e meia, provocando uma enxurrada que arrastou veículos, invadiu residências e comércios e isolou bairros inteiros.
  
Apesar do cenário desolador, há um alento em meio à destruição. Em Matias Barbosa, município de 13 mil habitantes localizado a 20 quilômetros de Juiz de Fora, as equipes de resgate celebram o fato de não haver vítimas fatais, mesmo com parte significativa da população ilhada. Imagens aéreas mostram bairros completamente submersos, com apenas os telhados das casas visíveis. A enchente obrigou 160 pessoas a deixarem seus lares (desalojados) e outras 35 a buscarem abrigo público (desabrigados), sendo acolhidas em escolas municipais. Muitos moradores precisaram ser resgatados de barco pelas equipes de salvamento.
 

 
Resgate e riscos iminentes
 
Diante da magnitude da tragédia, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, determinou a mobilização de um efetivo extraordinário. Corporações do Corpo de Bombeiros de diversas cidades do estado foram deslocadas para a Zona da Mata para reforçar as buscas, os resgates e o trabalho de assistência à população.
 
O trabalho, no entanto, tem sido minucioso e delicado. O tenente Fonseca, oficial do Corpo de Bombeiros de Belo Horizonte que coordena parte das operações na região, detalhou os desafios enfrentados pelas equipes. “A situação é extremamente perigosa e exige muita atenção e cautela. A remoção das vítimas que estão sob os escombros é complexa porque o solo ainda está muito encharcado e instável. Não podemos utilizar equipamento pesado de imediato, pois isso poderia provocar novos desabamentos e colocar em risco tanto as vítimas soterradas quanto os próprios militares. Estamos trabalhando com ferramentas manuais e cães farejadores, redobrando todos os cuidados”, explicou.
 

 
Alerta para novas tempestades
 
O cenário, no entanto, pode se agravar ainda mais nas próximas horas. A previsão do tempo para esta quarta-feira (25) indica a chegada de uma nova frente fria, com expectativa de mais chuvas fortes e ventos que podem atingir até 70 km/h. A Defesa Civil dos três municípios emitiu um alerta urgente à população, orientando que todos evitem áreas de risco, como encostas, margens de rios e locais com histórico de deslizamentos. A recomendação é para que os moradores fiquem atentos a qualquer sinal de rachaduras no solo ou nas paredes e procurem locais seguros ou abrigos públicos em caso de emergência.
 
Por: João Bosco / O Debate
 

 

 

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