Relator da CPMI do INSS pede indiciamento de mais de 220 pessoas, incluindo Lulinha e dirigentes de bancos

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O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), apresentou na tarde da sexta-feira (27) o relatório final dos trabalhos, com pedido de indiciamento de mais de 220 pessoas envolvidas em supostas irregularidades na previdência social. Entre os nomes citados estão Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente da República, o empresário Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, e Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como um dos operadores do esquema investigado. O documento, que contém 4.440 páginas, foi lido em sessão no Congresso Nacional e deve ser encaminhado às autoridades competentes para as providências cabíveis.
 

 
Além dos três nomes de maior repercussão, o relatório propõe o indiciamento de dirigentes de estatais, administradores de entidades financeiras, ex-ministros de Estado e parlamentares. Entre os citados no setor bancário estão Augusto Ferreira Lima, executivo do Banco Master; Artur Idelfonso Brotto, executivo do Banco C6 Consignado S.A.; e Eduardo Chedid, executivo do Pic-Pay Bank (Banco Múltiplo S.A.). O documento também menciona dirigentes e ex-dirigentes do INSS, cujos nomes constam em anexos sigilosos do relatório, e aponta indícios de atuação organizada para beneficiar consignados e desviar recursos públicos.
 

 
Entre os parlamentares que constam na lista de indiciados estão os deputados federais Weverson Rocha (PDT-MA), Gorete Pereira (MDB-CE) e Eyclydes Pettersen (Republicanos-MG). A inclusão de membros do Legislativo no pedido de indiciamento acendeu um alerta entre as lideranças partidárias e intensificou os ânimos durante a leitura do relatório. Parlamentares da oposição fizeram duras críticas ao conteúdo do documento e apresentaram diversos questionamentos regimentais ao longo da sessão.
 

 
O clima na comissão foi marcado por tensão e troca de ofensas entre os parlamentares, especialmente após o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), negar pedidos da oposição que buscavam a ampliação de investigações ou a inclusão de novos nomes no relatório. Os embates protocolaram a sessão e evidenciaram a polarização em torno das conclusões apresentadas, com a base governista defendendo a lisura dos trabalhos e a oposição criticando aquilo que classificou como seletividade nas investigações.
 

 
O relatório final representa um marco nas investigações sobre fraudes em consignados e irregularidades administrativas no INSS, que mobilizam o Congresso Nacional desde meados de 2025. Agora, caberá ao Ministério Público e ao Poder Judiciário avaliar os pedidos de indiciamento e dar seguimento às apurações. A CPMI, que teve duração de seis meses, encerra seus trabalhos com a entrega do documento, mas as repercussões políticas e jurídicas devem se estender nos próximos meses, mantendo o tema no centro dos debates em Brasília.
 
Por: João Bosco
 
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

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