Outono aumenta preocupação com doenças respiratórias; Brasil já soma 14 mil casos

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foto: Crédito: Freepik

 

Clima seco, temperatura mais amenas e ambientes fechados favorecem a circulação de vírus e o agravamento de doenças

A chegada do outono chama a atenção para o aumento dos casos de doenças respiratórias em todo país. Dados recentes do InfoGripe da Fiocruz, revelam que o Brasil já diagnosticou 14.370 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em 2026. Entre os diagnósticos positivos para vírus respiratórios, os mais frequentes foram rinovírus (40%), influenza A (20%), covid-19 (17%) e vírus sincicial respiratório (13,6%). Nas últimas semanas analisadas, o rinovírus passou a responder por 45,4% dos casos positivos, sendo ele o principal causador do resfriado comum. 

O pneumologista Renato Calil, da Hapvida, destaca os fatores que tornam o outono propício às doenças respiratórias. “A queda nas temperaturas e a maior permanência em ambientes fechados facilitam a circulação dos vírus. O clima seco também resseca as vias aéreas e favorece problemas como asma, além de aumentar casos de gripe, resfriado e até pneumonia. Sem contar os alérgenos típicos dessa época, como poeira, ácaros e mofo, que acabam agravando os quadros de rinite. É um conjunto de fatores que impacta diretamente a saúde respiratória”, explica o médico.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou que a temporada de gripe nas Américas pode começar mais cedo em 2026 e ter maior impacto, após o aumento recente da circulação global do vírus Influenza. O monitoramento epidemiológico aponta para a necessidade de intensificar a vacinação e a vigilância em saúde.

 

Grupos mais vulneráveis

O médico destaca que alguns grupos são mais vulneráveis e exigem atenção redobrada. “Crianças pequenas, principalmente até os cinco anos, ainda têm o sistema imunológico em desenvolvimento e são mais suscetíveis a problemas respiratórios, como a bronquiolite. Crianças maiores com asma também merecem atenção, assim como pessoas com doenças crônicas e idosos, que apresentam uma queda natural da imunidade e, muitas vezes, convivem com outras condições ou histórico de tabagismo. Tudo isso aumenta o risco de complicações.”

 

Gripe, resfriado e rinite

Embora tenham sintomas semelhantes, as doenças respiratórias apresentam intensidades e origens distintas. No caso da gripe, provocada pelo vírus influenza, o quadro costuma ser mais intenso, com febre alta, dores no corpo e mal-estar persistente. Já o resfriado, geralmente associado ao rinovírus, manifesta-se de forma mais branda, com sintomas restritos a coriza, espirros e, eventualmente, febre baixa.

A rinite alérgica difere das duas por não ser causada por vírus. Trata-se de um processo inflamatório associado a alergias, comum em situações de contato com poeira, ácaros ou mudanças de temperatura. Os sintomas típicos incluem espirros, coriza clara, coceira no nariz e sensação de nariz entupido, geralmente sem febre ou dor no corpo. Em alguns casos, pode estar associada à asma.

 

A importância da vacinação

A imunização permanece como uma das principais estratégias de proteção contra formas graves de gripe e Covid-19. “A vacina reduz significativamente o risco de internações, especialmente entre os grupos mais vulneráveis”, afirma o especialista.

Além da vacinação, alguns cuidados simples fazem diferença no dia a dia, como manter os ambientes ventilados, higienizar as mãos com frequência e manter uma boa hidratação. A lavagem nasal com soro fisiológico também pode ajudar a evitar o ressecamento das vias aéreas, comum nessa época do ano.

 “Com medidas simples de prevenção e atenção aos sinais do corpo, é possível reduzir riscos e atravessar o outono com mais saúde”, finaliza o médico.

 

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