Polícia Civil deflagra Operação Pró-Labore em investigação de estelionato tributário na região de Passos

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A Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, em Passos, deflagrou na quinta-feira, 28 de maio de 2026, a Operação Pró-Labore, com o cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão, sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros em desfavor de um investigado pela prática de crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

As diligências foram cumpridas no município de São João Batista do Glória e compreenderam medidas nos endereços vinculados ao investigado. No cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram recolhidos aparelhos celulares, computadores, documentos contábeis e fiscais, mídias digitais e demais elementos de interesse para a investigação. Também foi apreendido e sequestrado veículo de luxo adquirido no curso do período investigado, com indícios de constituir produto do crime. Em paralelo, foi determinado o bloqueio judicial de contas bancárias e ativos financeiros vinculados ao investigado e à empresa por ele controlada. Por fim, cumpriu-se medida cautelar de interdição do estabelecimento utilizado para a prestação dos serviços objeto da investigação.

As investigações revelaram que o investigado se apresentava como responsável pela gestão tributária de empresas na região, orientando-as a realizar transferências bancárias via PIX para contas em seu nome, sob pretexto de quitação de tributos junto à Receita Federal. Contudo, apurou-se que os valores recebidos não eram recolhidos ao Fisco.

O investigado promovia retificações sistemáticas nas declarações tributárias das empresas junto ao sistema da Receita Federal e o prejuízo estimado, com base nos comprovantes de transferência identificados até o momento, supera R$ 214.000,00, valor sujeito à atualização no curso das investigações.

Segundo o Delegado de Polícia Felipe Capute “o esquema desmantelado nesta operação é particularmente grave porque o investigado se alimentou da confiança empresários e se valeu de certa a sofisticação operacional, pois utilizava o próprio sistema da Receita Federal como instrumento da fraude, manipulando declarações de forma técnica e sistemática por um longo período”.

O material apreendido será submetido a análise pericial, documental e financeira. As investigações prosseguem para identificação de eventuais outros envolvidos e apuração de ilícitos conexos.

 

(ASCOM)

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