Eduardo Cunha usa rádios em Minas para negar desvio de emendas e atacar investigação da PF

Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
IMPRIMIR
Share on facebook
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

(foto: divulgação)

 

O ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos) utilizou emissoras de rádio administradas por ele em Belo Horizonte para rebater as investigações da Polícia Federal (PF) que apuram um suposto esquema de desvio de emendas parlamentares em Minas Gerais. O caso envolve cerca de R$ 6,15 milhões destinados a 29 prefeituras mineiras, principalmente para a área da saúde.
As declarações ocorreram um dia após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinar o bloqueio de bens de Cunha. Durante entrevistas à Maravilha FM e à Jovem Pan News BH, o ex-presidente da Câmara classificou a PF como uma “polícia política” e afirmou ser alvo de perseguição por integrar a oposição.
Cunha admitiu que sugeria ao Republicanos a destinação de emendas parlamentares, mesmo sem exercer mandato, mas negou qualquer irregularidade. Segundo ele, as propostas foram formalizadas por deputados da legenda e os recursos chegaram regularmente aos municípios. “Estão querendo criminalizar o diálogo político-partidário”, afirmou.
A investigação da Operação Transparência aponta que Cunha teria articulado a destinação das verbas por meio de servidores da Câmara dos Deputados, utilizando parlamentares para formalizar indicações previamente definidas por ele. A servidora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, é apontada como responsável por operacionalizar as indicações nos sistemas da Casa.
Na decisão, Flávio Dino afirma que há indícios de interesses políticos e eleitorais nas destinações, já que Cunha pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por Minas Gerais em 2026, apesar de nunca ter exercido mandato pelo estado. O ministro também cita mensagens atribuídas ao ex-deputado que demonstrariam pouco vínculo com os municípios beneficiados. As investigações seguem em andamento e apuram possíveis irregularidades na destinação dos recursos públicos. Cunha nega todas as acusações.

 

(Com O TEMPO)

Notícias Recentes