As obras de recuperação da rodovia realizadas pela EPR Vias do Café, no trecho de Muzambinho, nas proximidades do pedágio, provocaram longas filas e aumentaram o tempo de deslocamento de motoristas que utilizam diariamente a estrada. Com o trânsito operando no sistema de “pare e siga”, viagens que normalmente duravam menos de uma hora chegaram a levar até duas horas.
A situação ganhou ainda mais impacto neste período de colheita de café e com a volta às aulas, quando o movimento nas rodovias da região tradicionalmente se intensifica. Para moradores e trabalhadores que dependem do trecho para estudar, trabalhar ou resolver compromissos em outros municípios, a demora passou a exigir um planejamento extra dos deslocamentos.
É o caso de João Batista, que mora na área rural de Cabo Verde e precisa se deslocar até Guaxupé para resolver questões financeiras e acompanhar assuntos relacionados à educação. Como trabalha, ele costumava aproveitar o horário de almoço para fazer o percurso. Antes das obras, a viagem levava entre 30 e 40 minutos. Com as filas, o mesmo trajeto chegou a consumir cerca de duas horas.
O tempo adicional comprometeu a rotina profissional e obrigou João a rever os horários para conseguir cumprir os compromissos. A preocupação também é compartilhada por outros moradores da região, que precisam considerar um período maior de deslocamento para evitar atrasos.
Além da colheita de café, período em que há aumento no fluxo de veículos ligados à atividade agrícola, a retomada das aulas também contribuiu para intensificar a movimentação nas rodovias. A combinação dos fatores tornou as filas e os intervalos provocados pelo “pare e siga” ainda mais sentidos pelos usuários.
A reportagem procurou a EPR Vias do Café para saber se a concessionária possui algum planejamento específico para reduzir os impactos no trânsito durante o período de maior movimentação e ao longo das obras de recuperação da rodovia. Até o fechamento desta matéria, a empresa não havia retornado aos questionamentos.
Enquanto os serviços continuam, moradores da região precisam reorganizar a rotina e reservar tempo adicional para os deslocamentos, especialmente nos horários de maior movimento.