Os pesquisadores cabo-verdenses Lidia Torres e Luís Eduardo participaram, no dia 23 de setembro, da XI Semana de Antropologia e Arqueologia, realizada na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte. Durante o evento, foi exibido o documentário “Presença e (r)existência negra e indígena na cidade de Cabo Verde, Minas Gerais”, produzido em 2024 a partir de pesquisas sobre a história, a memória e as experiências das populações negras e indígenas do município.
Lidia Torres e Luís Eduardo são cofundadores do Projeto MEMORA – Coletivo de Pesquisa e Cocriações, criado em 2023 com o objetivo de investigar as presenças, memórias e formas de resistência negra e indígena no Sul de Minas Gerais, tendo Cabo Verde como um dos principais territórios de pesquisa.
Entre os trabalhos desenvolvidos pelo coletivo estão o documentário apresentado na UFMG e o livro “Ancestralidade e memória: a construção de Cabo Verde nas dimensões nativas e quilombolas”, que reúne pesquisas sobre a formação histórica do município e a participação de populações historicamente pouco representadas nas narrativas oficiais.
O MEMORA também tem levado os resultados das pesquisas a congressos, encontros culturais, podcasts, entrevistas e outros espaços de divulgação científica e cultural. Nessas atividades, os pesquisadores compartilham descobertas, documentos, memórias e reflexões construídas a partir do território cabo-verdense.
O trabalho do coletivo busca ampliar o conhecimento sobre aspectos históricos, sociais, culturais e étnicos relacionados à formação de Cabo Verde e do Sul de Minas. Ao investigar documentos, territórios, manifestações culturais e memórias, o projeto contribui para dar visibilidade à ancestralidade negra e indígena e às diferentes trajetórias que fazem parte da história regional.
Com pesquisa e produção cultural, Lidia Torres e Luís Eduardo seguem fortalecendo o registro e a divulgação de histórias que ajudam a compreender a formação de Cabo Verde e a diversidade de seu patrimônio histórico e cultural.