Café: bolsa de Nova York abre em queda nesta segunda-feira, enquanto mercado brasileiro tem pausa no feriado

Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
IMPRIMIR
Share on facebook
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

(foto: Wenderson Araujo/CNA)
 

Safra recorde no Brasil, custos de produção e desafios climáticos estão entre os fatores que movimentam o setor cafeeiro em outubro. Minas Gerais concentra a maior produção nacional de arábica.
O mercado brasileiro de café tem uma pausa nesta segunda-feira, 12 de outubro, feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida. Já a bolsa de Nova York, referência internacional para a negociação de contratos futuros de café arábica, abriu a sessão em queda, conforme as informações iniciais do pregão. O movimento internacional é acompanhado pelos produtores e demais agentes da cadeia cafeeira, mas não representa, isoladamente, uma definição dos preços praticados no mercado físico brasileiro. As cotações efetivamente recebidas pelos cafeicultores dependem também do câmbio, da qualidade do produto, da oferta e da demanda.
No cenário nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção brasileira alcance 67,6 milhões de sacas beneficiadas em 2026, crescimento de 19,6% em relação ao ano anterior e recorde da série histórica da instituição. Para o café arábica, a projeção é de 48,2 milhões de sacas. Minas Gerais responde pela maior parcela dessa produção, com estimativa de 34,96 milhões de sacas de arábica. No Sul e Centro-Oeste mineiro, o volume projetado chega a 15,93 milhões de sacas. O resultado é atribuído, entre outros fatores, à bienalidade positiva da cultura, ao aumento da área em produção e à melhora da produtividade.
Apesar da perspectiva de uma safra volumosa, os cafeicultores enfrentam desafios na rentabilidade. Dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que a relação de troca entre café e fertilizantes piorou em setembro, período de início da adubação para a safra 2027/2028. Com a combinação de preços menores do grão e custos elevados dos insumos, o produtor precisou entregar uma quantidade maior de café para adquirir fertilizantes. Ao mesmo tempo, o setor acompanha os efeitos das chuvas sobre a qualidade dos grãos e os cuidados necessários no beneficiamento e na secagem. Em Minas Gerais, a ampliação da área plantada e a renovação das lavouras também fazem parte da preparação para os próximos ciclos.
Exportações e qualidade seguem no radar
O comércio exterior continua sendo um indicador importante para o setor. Em setembro, o Brasil exportou aproximadamente 3,93 milhões de sacas de café verde, o maior volume mensal em 20 meses, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O resultado representou crescimento de 20,4% em relação ao mesmo mês de 2025, embora o preço médio por tonelada tenha recuado na comparação anualNo mercado mineiro, a qualidade também ganha destaque: o 23º Concurso Estadual de Qualidade dos Cafés de Minas Gerais registrou 1.982 amostras inscritas, com participação expressiva da agricultura familiar. Os vencedores serão anunciados em dezembro.
Para os produtores do Sul de Minas, o momento exige atenção tanto ao comportamento das bolsas internacionais quanto aos custos de produção e às condições das lavouras. Mesmo com a previsão de safra recorde, o volume colhido não garante, por si só, maior rentabilidade. A evolução das cotações, a demanda internacional, o câmbio e o planejamento da próxima safra continuarão entre os fatores decisivos para a atividade cafeeira nas próximas semanas.

Notícias Recentes