O mercado internacional do café iniciou a manhã desta segunda-feira, 26 de outubro, sob pressão, com novas perdas na Bolsa de Nova York. O contrato futuro do arábica para dezembro de 2026 recuou abaixo de 300 cents por libra-peso, negociado a 299,75 cents, com queda de 2,50% por volta das 12h. Em Londres, o robusta também operava em baixa, em meio às expectativas de maior oferta e à atenção dos investidores à recomposição dos estoques.
No mercado físico brasileiro, as cotações variam conforme a praça e a qualidade do café. Para o arábica tipo 6, bebida dura, bica corrida, por saca de 60 quilos, os preços divulgados nesta segunda-feira foram de R$ 1.699 em Guaxupé, pela Cooxupé, com queda de 3,47%; R$ 1.660 em Poços de Caldas, pela CaféPoços; R$ 1.725 em Patrocínio, pela Expocaccer, com alta de 1,77%; e R$ 1.620 em Varginha, pela Minasul, recuo de 1,22%. Os valores são referências do mercado físico e podem variar conforme a negociação.
A pressão nas bolsas internacionais ocorre em um cenário de atenção à entrada de novos volumes da safra brasileira, à evolução dos estoques certificados e às condições climáticas nas principais regiões produtoras. Para os cafeicultores do Sul de Minas, o comportamento de Nova York é um dos fatores que influenciam a formação dos preços, ao lado do câmbio, da qualidade dos grãos e da demanda. A evolução das cotações nos próximos pregões será importante para acompanhar as oportunidades de comercialização da safra.