Dia desses, precisei fazer um percurso passando por algumas cidades da região: Da minha casa, em Cabo Verde, parti rumo à Muzambinho e depois Guaxupé; em seguida, para chegar em Conceição da Aparecida, cruzei as cidades de Juruaia e Nova Resende; depois de Conceição, ainda estive em Carmo do Rio Claro; por fim, retornei, passando pelas entradas de Alterosa, Areado e Monte Belo, até retornar à minha cidade. Em nenhuma delas estive com o intuito de visitar e conhecer um pouco mais das cidades da nossa região, algo que pretendo fazer em breve. Mas ainda assim, foi possível perceber a expansão urbana, o desenvolvimento comercial, além das belezas históricas que os casarões e prédios antigos devem contar, dos encantamentos naturais da região; enfim, pude sentir um pouco e, enfim, de tudo que é pertinente e particular de cada uma dessas cidades.
Fiquei pensando nos potenciais, mal (ou nada) aproveitados que temos, seja no âmbito do turismo (rural, histórico, gastronômico, setorial, etc) e do esporte (pouco incentivo e pouca infraestrutura); seja no âmbito econômico, com empreendedores ativos e também aqueles potenciais empreendedores que não veem incentivos do poder público ou que sentem dificuldades (logístico, operacional), que são grandes obstáculos se encarados sozinhos.
Mas o que mais me animou foi quando pensei num futuro hipotético, em que tenhamos nossa região com todas as esferas otimizadas. O principal botão de start está em nós mesmos, e este primeiro passo é o de acreditar! Não há planos que se sustentem sem essa força motriz interna. Depois do start, é claro que outros tantos desafios vão surgir. Se estivermos falando, por exemplo, de um empreendimento, é fundamental ter planejamento e capacitação adequada. Além disso, o nicho escolhido precisa ser minimamente adequado ao cenário local. E se o tema for o turismo, como falei inicialmente, vale muito ter estudos de viabilidade para não ser um tiro pela culatra.
É crescente o fluxo de pessoas deixando grandes centros e partindo para cidades menores, interioranas, sobretudo agora que temos o home office fortalecido em diversos setores empresariais. As cidades pequenas passarão a ver o retorno de seus “filhos” ou mesmo a receber novos moradores. E tudo isso num cenário (se Deus quiser) pós-pandemia e pós-crise econômica, ingredientes que vão potencializar as inovadoras e as renovadas ideias. Eu, que pretendo fazer um resgaste histórico das nossas cidades, espero fazer uma análise, daqui dez anos, mostrando como conseguimos transformar para melhor a nossa região. Que assim seja!
Por: Lucas Filipe Toledo | lucasfilipetoledo@yahoo.com.br