Documento reúne mais de 80 prioridades para o setor e será apresentado aos candidatos à Presidência da República
O agronegócio brasileiro apresentou, na segunda-feira (10), em São Paulo, uma agenda estratégica para os próximos anos. Durante a abertura do 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) em parceria com a B3, o presidente da entidade, Ingo Plöger, entregou ao vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o plano estratégico elaborado para o setor.
O documento reúne mais de 80 fatores considerados prioritários para ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro e será encaminhado também aos candidatos à Presidência da República. A proposta contempla temas como infraestrutura, crédito, comércio exterior, inovação, segurança jurídica, produtividade e sustentabilidade.
Na abertura do congresso, Ingo Plöger destacou a importância de apresentar uma agenda de longo prazo aos futuros governantes. “Em um momento decisivo para o País, encaminhamos essas propostas aos futuros governantes”, afirmou o presidente da ABAG.
Com o tema “Agro & Indústria – Integrando e Transformando o Brasil”, o congresso reuniu autoridades, lideranças empresariais, representantes de cooperativas, entidades de classe e especialistas. A programação oficial incluiu a participação de Geraldo Alckmin na cerimônia de abertura.
Café participa das discussões
A cafeicultura também esteve representada no encontro. A Cooxupé participou por meio do gerente de Comunicação Jorge Florêncio, que integra a diretoria da ABAG. Durante o congresso, Jorge recebeu uma comitiva da Embrapa, instituição homenageada nesta edição do evento.
A presença da Embrapa reforçou o papel da pesquisa e da inovação para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro. A pesquisadora Iêda de Carvalho Mendes, da Embrapa Cerrados, foi homenageada com o Prêmio Norman Borlaug de Sustentabilidade, pelo trabalho relacionado à saúde dos solos e à agricultura sustentável.
Entre os representantes da cadeia do café esteve também Marcos Antonio Matos, diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que acompanhou as discussões relacionadas ao comércio exterior e ao cenário internacional.
A cafeicultura também esteve representada por Vanusia Nogueira, diretora-executiva da Organização Internacional do Café (OIC). A participação de lideranças do setor reforçou a importância do café brasileiro nas discussões sobre mercados internacionais, competitividade e acesso a novos destinos.
Agro e indústria
A 25ª edição do Congresso Brasileiro do Agronegócio colocou em debate a necessidade de aproximar cada vez mais o campo da indústria. A ABAG destacou que a integração entre os dois segmentos pode ampliar a agregação de valor, estimular investimentos, acelerar a inovação e fortalecer a posição do Brasil no mercado internacional.
Outro ponto de atenção é o cenário geopolítico. O avanço do protecionismo, as mudanças nas regras do comércio internacional e as novas exigências dos mercados consumidores estão entre os desafios que podem influenciar diretamente a competitividade das cadeias brasileiras.
Ao receber o documento das mãos de Ingo Plöger, Geraldo Alckmin participou de um dos principais momentos da abertura do congresso, que marcou a apresentação da agenda estratégica do agro para o debate sobre o futuro do país.
A expectativa da ABAG é que as propostas contribuam para orientar os debates eleitorais e para a construção de políticas públicas capazes de garantir mais competitividade, investimentos e sustentabilidade ao agronegócio brasileiro.