(fotos: Divulgação / Muzambinho.com)
A literatura, a arte e a memória de Muzambinho foram destaque na abertura da 4ª edição do Festival Literário e Cultural Mineiro, o FeLiM 2026. Realizado de 17 a 22 de agosto, o evento reúne escritores, artistas, estudantes, educadores e a comunidade em uma programação que valoriza a cultura, a história e a identidade do município.
Um dos momentos de destaque da abertura foi a homenagem a Paulo Dipe, artista, desenhista e escritor que deixou marcas importantes na história cultural de Muzambinho. Entre seus trabalhos mais emblemáticos está a criação do brasão oficial do município, elaborado em agosto de 1976, há exatos 50 anos, a pedido do então prefeito Orivaldo Gabriel Pereira.
O próprio Paulo Dipe recorda como nasceu o símbolo que se tornaria parte da identidade de Muzambinho. Segundo ele, o prefeito tinha a ideia do brasão, mas não conseguia colocá-la no papel. “Ele tinha a ideia na cabeça, mas não conseguia colocar ela no papel… aí ele escolheu eu pra desenhar a ideia dele”, conta o artista. A criação, feita por encomenda pessoal do prefeito, transformou em imagem uma ideia que já existia e que passou a representar oficialmente o município.
A homenagem no FeLiM ganha ainda mais significado justamente neste ano em que a criação completa cinco décadas. Ao reconhecer a trajetória de Paulo Dipe, o festival resgata não apenas a história de um artista, mas também um pedaço da própria memória de Muzambinho. Seu trabalho atravessa gerações e permanece presente em um dos principais símbolos da cidade.
A programação do FeLiM segue até sábado, dia 22, com lançamentos de livros, contação de histórias, rodas de conversa, teatro, música, oficinas e atividades voltadas ao incentivo à leitura. O IFSULDEMINAS – Campus Muzambinho também participa do festival com servidores, estudantes e diversas ações culturais e educativas.
Para o diretor do Campus Muzambinho, Hugo Baldan, a homenagem representa a valorização da memória e das pessoas que contribuíram para construir a identidade cultural do município. “Ao homenagear Paulo Dipe, o festival também celebra a memória de Muzambinho e a força de seus artistas, mostrando que preservar histórias é uma forma de manter viva a identidade de uma cidade”, destacou.
O FeLiM se consolida como um espaço de encontro entre diferentes gerações, linguagens e histórias. E, ao colocar Paulo Dipe no centro dessa celebração, o festival lembra que a cultura de uma cidade também é construída por aqueles que, há décadas, transformam ideias, memórias e sentimentos em arte.
(Colaborou: Valéria Vilela)