Apicultora de Cássia inova com criação de cosméticos

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CASO DE SUCESSO

A paixão pela apicultura é forte na vida da produtora Alexandra Cristina Rocha. Foi uma paixão que passou do pai, José Plínio Rocha, o Zequinha, para a filha, já que, juntos, os dois produzem mais de uma tonelada de mel por ano no Sítio Novo Mundo, em Cássia.

A atividade começou como renda extra, mas hoje a produtora trabalha para que seja a sua fonte de renda principal. Para administrar tudo com eficiência, eles integram o grupo de Cássia do Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Apicultura há 16 meses, seguindo as orientações do técnico de campo Venilton Bispo de Oliveira e com apoio do Sindicato local.

O primeiro curso em apicultura que Alexandra fez pelo SENAR MINAS foi em 2005 e até hoje ela vem se especializando no segmento. A família tem atualmente 70 caixas e comercializa a produção no sítio, para turistas, e em comércios de Delfinópolis, Cássia, São Paulo, Campinas e Franca.

Alexandra conta que chegaram a ter 100 caixas entre Cássia e Delfinópolis, onde se localiza o sítio, e no trecho entre Cássia e Ibiraci. A quantidade diminuiu por problemas climáticos, como a seca e o inverno intenso.

 

Desenvolvimento

Para a produtora, uma das grandes dificuldades no apiário é com relação à mão de obra – mas ela ressalta que o Programa ATeG traz mais consciência sobre a atividade, a profissão. “Nós, da agricultura familiar, sabemos que a apicultura é uma atividade rentável, apesar das adversidades com o clima, da falta de conhecimento das pessoas sobre as abelhas e sobre o uso intensivo de produtos que matam os enxames. Com o programa conseguimos colocar tudo isso no papel e toda a gestão da atividade, como nunca fizemos”, disse.

Durante os meses do ATeG, Alexandra aplicou os pilares do manejo com a troca de rainhas, feita por meio do Programa de Melhoramento Genético do Sistema FAEMG, lançado em março deste ano, alimentação no período do inverno, substituição da cera velha e revisão de manutenções regulares. Com esses cuidados, os enxames hoje estão fortes e, nos próximos meses, serão divididos para a criação de mais caixas.

“Agora conhecemos todos os gastos, as nossas possibilidades e os diferentes tipos de manejo. O ATeG chegou em uma hora muito abençoada. Ainda temos dificuldades com a contabilidade, mas já sabemos como fazer”, elogiou a apicultora.

 

Sabonetes artesanais

As mudanças no manejo e no gerenciamento da atividade levaram Alexandra a empreender com uma nova atividade para agregar valor aos seus produtos. Sempre focada na produção sustentável, ela passou a investir na saboaria.

Ela usa a cera, o mel, a própolis e outros extratos produzidos na sua propriedade nos sabonetes. “Tudo é produzido com muito capricho, muito cuidado, dentro da linha artesanal”, destaca.

A produção inclui muitos aromas, todos medicinais. Associado a essa linha, Alexandra criou peças em crochê com linha de algodão para a substituição da esponja de banho, ou para aromatizar o banheiro. Ela ainda não comercializa essa produção pela internet, mas já vende cerca de 300 unidades por mês para Delfinópolis, Ribeirão Preto e Cássia. A sua meta é viver somente da apicultura e dos produtos que ela cria.

“É o amor pela atividade que nos mantém. Eu entendo do mel, seus derivados, renda. Sei da importância da atividade. Temos que falar de abelhas, da importância da polinização”, disse Alexandra.

 

ESCRITO POR DENISE BUENO, DE PASSOS

SISTEMA FAEMG, SENAR

 

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