Com os jogos realizados neste sábado (11), a Copa do Mundo de 2026 definiu seus quatro semifinalistas em uma rodada eletrizante que combinou favoritismo, superação e quebra de tabus. Inglaterra, Argentina, Espanha e França são as seleções que seguem vivas na competição, e os cruzamentos prometem duelos de peso histórico: de um lado, Argentina e Inglaterra reeditam uma rivalidade clássica; do outro, Espanha e França protagonizam um confronto europeu de altíssimo nível técnico. O torneio, que já bate recordes de público e audiência, entra agora em sua fase mais decisiva, com jogos que podem mudar o rumo da história do futebol mundial.
No primeiro jogo do dia, a Inglaterra superou a Noruega por 2 a 1, com gols de Bellingham, e garantiu vaga nas semifinais após oito anos de ausência – a última vez fora em 2018, quando caiu diante da Croácia na Rússia. Do outro lado da chave, a Argentina aplicou 3 a 1 na Suíça, com atuação inspirada de Alexis Mac Allister, Julián Álvarez e Lautaro Martínez, e agora terá pela frente justamente os ingleses, num duelo que carrega memórias históricas, como o gol polêmico de Maradona em 1986 e o pênalti perdido por Batistuta em 1998. A partida, marcada para quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), coloca frente a frente ataques e defesas sólidas, num embate que promete equilíbrio e emoção do início ao fim.
Pelo outro grupo, a Espanha despachou a Bélgica com um convincente 2 a 1, em jogo de alta posse de bola e intensidade, encerrando um jejum ainda mais longo: 16 anos sem alcançar as semifinais, desde que conquistou seu único título mundial, em 2010, na África do Sul. A Fúria, agora renovada com jovens talentos, terá pela frente a França, que atropelou Marrocos por 2 a 0 com gols de Mbappé e Griezmann, mantendo a solidez que a levou à final da edição passada. O clássico europeu entre espanhóis e franceses acontece na terça-feira (14), também às 16h (horário de Brasília), e definirá o primeiro finalista do torneio, num confronto que opõe o toque de bola ibérico à força física e à velocidade dos campeões de 2018.
Vale destacar que as quatro seleções somam, juntas, sete títulos mundiais, mas apenas Argentina e França vêm de campanhas recentes no topo – os sul-americanos levantaram a taça em 2022, no Catar, enquanto os europeus foram vice-campeões na ocasião. Enquanto Inglaterra e Espanha buscam redenção histórica, os argentinos tentam se consolidar como a maior potência da era pós-Messi, e os franceses almejam apagar a dor do vice-campeonato com uma conquista inédita em solo norte-americano. O fator emocional será determinante, já que três dos quatro técnicos anunciaram que deixarão o cargo após o Mundial, o que adiciona uma camada extra de drama e motivação aos vestiários.
A programação da reta final já está definida: as semifinais começam na terça-feira (14), com França e Espanha, e seguem na quarta (15) com Argentina e Inglaterra, ambas às 16h (horário de Brasília). A disputa pelo terceiro lugar acontece no sábado (18), às 18h, e a grande final está marcada para domingo (19). Com ingressos esgotados e audiência projetada para bater recordes históricos, a Copa do Mundo de 2026 entra em sua semana mais eletrizante – e o mundo para para acompanhar quem levará a cobiçada taça para casa.
Por: João Bosco – O Debate