Foto: Gustavo Facanalli/Embrapa
O café brasileiro foi excluído da nova tarifa de 25% anunciada pelo governo dos Estados Unidos para uma série de produtos importados do Brasil. A decisão foi recebida com alívio pelo setor cafeeiro, já que preserva a competitividade do principal produto exportado pelo país para o mercado norte-americano.
De acordo com especialistas consultados pela reportagem e informações apuradas junto ao setor, a isenção contempla tanto o café verde quanto o café torrado e o café solúvel. A avaliação é de que a medida leva em consideração a forte dependência dos Estados Unidos do produto brasileiro, uma vez que o país não possui produção suficiente para atender à demanda de seu mercado interno.
A nova tarifação sobre os demais produtos brasileiros está prevista para entrar em vigor no dia 22 de julho, marcando uma nova etapa da política comercial norte-americana. No entanto, o café ficou de fora da lista de itens que sofrerão a sobretaxa, preservando sua competitividade no principal mercado consumidor da bebida.
Os Estados Unidos são um dos principais destinos do café brasileiro e respondem por uma parcela significativa das exportações nacionais. A manutenção do café fora da lista de produtos tarifados evita um aumento de custos para importadores, torrefadores e consumidores norte-americanos, além de preservar a competitividade dos cafés brasileiros frente a concorrentes internacionais.
Para produtores, cooperativas e exportadores, a exclusão reduz o risco de impactos negativos sobre os embarques e ajuda a manter a estabilidade nas negociações internacionais. Caso a tarifa fosse aplicada ao café, o setor poderia enfrentar perda de mercado e maior pressão sobre os preços.
Especialistas destacam que, embora outros produtos brasileiros tenham sido incluídos nas novas medidas comerciais, a decisão de manter o café isento reforça a importância estratégica da cadeia cafeeira brasileira para o abastecimento dos Estados Unidos.
A expectativa do mercado é de que as exportações sigam em ritmo normal, acompanhando a evolução das relações comerciais entre os dois países e eventuais desdobramentos das políticas tarifárias norte-americanas.