Campeonato Mineiro de 2023 é suspenso pelo STJD

Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
IMPRIMIR
Share on facebook
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

Medida envolve o acesso do Ipatinga, clube no qual o Betim Futebol acusa de irregularidade no Módulo II de 2022

 

Em decisão publicada na sexta-feira (13/1), o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) suspendeu a realização do Campeonato Mineiro de futebol masculino de 2023, que se iniciaria já na próxima semana. A medida foi tomada após pedido do Betim Futebol, que acusa o Ipatinga, clube que subiu para o Módulo I, de irregularidade durante o Módulo II do ano passado.

“Diante desta moldura, outro caminho não há que ser trilhado, senão o da concessão da liminar vindicada, por meio da determinação de suspensão do início do Campeonato Mineiro Módulo I de 2023, até o trânsito em julgado do processo nº 329/22 do TJD-MG, ou ulterior determinação deste STJD”, publicou o presidente da corte, Otávio Noronha.

O Tribunal de Justiça Desportiva de Minas Gerais (TJD-MG) marcou uma sessão extraordinária para a próxima quinta-feira (19/1) para analisar novamente o caso e tomar uma decisão. Em caso de punição esportiva, o Betim, que terminou o Módulo II em terceiro lugar, subiria para o Módulo I, no lugar do Ipatinga, segundo, mas que ficaria impedido de ascender à elite.

 

Entenda
Em setembro de 2022, o Betim denunciou o Ipatinga, vice-campeão do Módulo II, ao TJD-MG, alegando que o clube do Vale do Aço não teria assinado a carteira de trabalho dos jogadores para a disputa do torneio, o que se configuraria uma infração esportiva.

A infração apresentada pelo clube da região Metropolitana de Belo Horizonte informa que o Tigre teria infringido o artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por falsificar a assinatura das carteiras de trabalho dos atletas que disputaram o Módulo II, especialmente os relacionados para o jogo contra o Boa, realizado no dia 30 de julho.

Em dezembro, o TJD-MG negou a denúncia do Betim — assim, o Ipatinga estava assegurado no Módulo I. Conforme a decisão do STJD desta sexta-feira, o tribunal mineiro havia acenado para a incursão do Ipatinga nas penas previstas, ou seja, mudança na classificação do campeonato, porém, afirmou que o caso deveria ser analisado pela Comissão Nacional de Resoluções Desportivas (CRND), órgão colegiado da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Em resumo, conforme a decisão do STJD, o TJD-MG teria agido de má-fé para não se responsabilizar pelo acesso do Betim e não classificação do Ipatinga. Além disso, a corte regional não havia se visto como competente para analisar o caso, porém, a própria Procuradoria do TJD-MG ofereceu denúncia.

O clube entrou com liminar no STJD, de nível nacional, porque o TJD-MG está em recesso até o dia 22 de janeiro, após o início da competição. “Vindicou por isso, liminar deste STJD, no sentido de que se imponha ao tribunal local, a marcação de sessão extraordinária, durante o recesso, para julgamento de seu recurso; ou que se avoquem os autos para julgamento do recurso por este sodalício diante da morosidade; ou ainda, que se determine a suspensão do campeonato para o ano de 2023”, consta na decisão.

O STJD fala em haver certidão lavrada pela Federação Mineira de Futebol (FMF) atestando que todos os atletas relacionados pelo Ipatinga para a disputa do Mineiro Módulo II 2022 foram devidamente inscritos, no entanto, “nunca foram efetivamente apresentadas as cópias dos Contratos Especiais de Trabalho Desportivo dos Atletas Rodrigo Sabará de Andrade e Wagner Pinheiro Ferreira”.

“Onde há fumaça, há fogo”, escreveu Otávio Noronha, presidente do STJD.

 

Posicionamentos
O diretor de Futebol do Betim, Fred Pacheco, recebeu a decisão sem surpresa. “Nós já aguardávamos uma decisão nesse sentido há muito tempo. O inquérito constatou que houve falsificação de documento. A gente lamenta que essa decisão chegou em cima da hora, visto o prejuízo às outras equipes, mas esperamos que a justiça venha”, falou.

A FMF informou que ainda não foi notificada, por isso, não se pronunciará agora. Já o TJD-MG e o Ipatinga preferiram não comentarem o caso.

(O Tempo)

Notícias Recentes