CEFET-MG apresenta resultados sobre a saúde dos trabalhadores do transporte público

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A Instituição firmou convênio com o Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais; o órgão destinou mais R$ 1 milhão para o financiamento de parte das atividades

 
Há um ano, o CEFET-MG firmou convênio com o Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais (MPT/MG) para a realização de pesquisa sobre as condições de trabalho no transporte coletivo. O objetivo é estudar como a rotina de trabalho afeta as condições de saúde e segurança de motoristas e agentes de bordo no posto de trabalho. O MPT destinou R$ 1,6 milhão em estudos técnicos, pesquisas e ensaios em engenharia, que estão sendo conduzidos por pesquisadores do CEFET-MG, formados por uma equipe multidisciplinar de engenheiros de transporte e mecânicos e economistas. Os resultados preliminares foram divulgados este ano.
 
Os estudos pretendem mostrar, por meio de dados concretos e experimentos, a relação entre adoecimento e rotinas de trabalho. Somente na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), são mais de 20 mil trabalhadores fazendo funcionar o setor de transporte coletivo urbano, e essa categoria está sujeita a riscos de adoecimento e acidentes por exposição a ruído, poeira, questões ergonômicas e assaltos.
 
O grupo de trabalho criou um banco de dados com mais de 50 características e suas relações com as doenças dos motoristas, entre elas, a disposição do motor, piso, sistema de transmissão e suspensão. Baseado em artigos científicos, o grupo apontou as principais causas de problemas de saúde da categoria: o ruído e a vibração do motor dianteiro, responsáveis pela surdez ocupacional e por danos na coluna e fadiga; o design inadequado da cabine, que provoca danos na coluna por questões ergonômicas e que gera movimentos desconfortáveis por parte do motorista; a direção por períodos prolongados, causador de estresse ocupacional, danos na coluna, musculares e lesões; e o acúmulo de função associado ao piso alto, produtor de estresse ocupacional.
 
De acordo com a base de dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de janeiro de 2012 a dezembro de 2016, as lesões, os transtornos mentais e comportamentais e as doenças do sistema osteomuscular estiveram entre os cinco principais motivos de afastamento de condutores de ônibus.
 
A equipe traçou um perfil dos motoristas do transporte coletivo no país a partir de dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), realizada, em 2018, pelo IBGE. Assim, 91% dos motoristas têm entre 30 e 64 anos, 99% são homens e a renda média individual desses profissionais no Brasil todo é de R$ 1.897,49, renda individual.
 
Os pesquisadores irão aprofundar nos aspectos voltados para o consumo e outras características do veículo, como segurança e acessibilidade, que são fundamentais, além de um aspecto capital nessa relação, a questão da norma com a licitação.

O convênio encerra em 16 de junho de 2022 e, até lá, os pesquisadores poderão ajudar o MPT na elaboração de pareceres técnicos, indicação de estudos técnicos existentes, acompanhamento de perícias e outras participações técnicas correlacionadas que possam ser demandadas durante inquéritos e ações.
 
 
 
Principais causas de problemas de saúde da categoria:

o ruído e a vibração do motor dianteiro, responsáveis pela surdez ocupacional e por danos na coluna e fadiga;
o design inadequado da cabine, que provoca danos na coluna por questões ergonômicas e que gera movimentos desconfortáveis por parte do motorista;
a direção por períodos prolongados, causador de estresse ocupacional, danos na coluna, musculares e lesões;
o acúmulo de função associado ao piso alto, produtor de estresse ocupacional.
 

(ASCOM)

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