Muzambinho, 23 de maio de 2024

COVID-19: Prefeitura vai recorrer de decisão judicial para aplicar 3ª dose em idoso de Guaxupé

Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
IMPRIMIR
Share on facebook
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

Administração municipal afirma que ainda não foi intimada sobre a decisão do juiz Milton Biagioni Furquim. Magistrado diz que se baseou em pedido médico para autorizar nova dose.

A prefeitura de Guaxupé (MG) informou que vai recorrer da decisão judicial que aprovou que um idoso de 75 anos receba a 3ª dose da vacina contra a Covid-19. Segundo a prefeitura, a administração aguarda ainda a intimação para se manifestar sobre a decisão, mas entrará com recurso assim que for notificada.

Segundo a ordem do juiz Milton Biagioni Furquim, o pedido foi aprovado por ser uma decisão médica. De acordo com a exposição do magistrado, a médica do idoso afirma que o homem é hipertenso, cardiopata e recebeu as duas doses da CoronaVac, mas segundo a declaração, o paciente fez um teste de anticorpos com resultado neutralizado e IgG negativos.

Ainda de acordo com a decisão, o juiz solicita que o nome do idoso seja incluído na lista de vacinação para pessoas com comorbidade e que a imunização dele seja feita com a vacina disponível, “exceção do CoronaVac e AstraZeneca, no prazo de 24 horas após o recebimento desta decisão”.

Segundo a médica, a vacina AstraZeneca não seria apropriada para o idoso por haver risco de trombose.

A decisão judicial impõe pagamento de multa diária de R$1 mil pela prefeitura em caso de descumprimento da decisão, valor limitado ao total de R$30 mil. Se as diárias da multa ultrapassarem esse valor, o juiz impõe que o prefeito de Guaxupé seja responsabilizado.

À produção da EPTV, afiliada Rede Globo, o juiz afirmou, por telefone, que a decisão foi tomada por causa da orientação médica e destacou que não cabe a ele questionar o conhecimento da médica que cuida do paciente e solicitou a dose extra. Ele acrescentou que a decisão não critica a CoronaVac, nem exalta outras vacinas.

O que diz especialista sobre testes de anticorpos e 3ª dose

A médica infectologista Lívia Teixeira Vitale destaca que exames de anticorpos não são recomendados como indício de eficácia da vacinação e que, independentemente do resultado, eles podem gerar “falsa sensação” de desproteção ou mesmo de proteção.

“O que a gente tem visto é que muitas pessoas têm solicitado exames, principalmente o chamado de anticorpos neutralizantes, que é para ver se a pessoa está imunizada. Não é indicado, o resultado negativo pode dar uma falsa sensação de desproteção”, disse.

Em relação à CoronaVac, a especialista relembrou que ela foi a primeira vacina a ser utilizada no Brasil, sendo aplicada nos servidores da saúde que trabalham na linha de frente da Covid-19. Segundo ela, o resultado do imunizante foi positivo na diminuição dos casos e nos efeitos do coronavírus em servidores.

“O que a gente tem visto é uma diminuição absurda no número de casos. Os casos que a gente tem visto são, na maioria das vezes, casos leves. E [a CoronaVac] é a vacina que mais proteção causa contra óbitos. Não existe essa questão de escolher qual a vacina, a vacina boa é vacina no braço”, falou.

A infectologista também falou sobre estudos sobre a necessidade ou não de uma terceira dose da vacina contra Covid-19.

 “Estudos estão sendo seguidos, provavelmente serão necessárias doses adicionais ou até mesmo, como a vacina de gripe, anual. Talvez a de coronavírus seja anual. Todas as vacinas são boas, todas possuem a sua eficácia, todas têm o seu espaço garantido. Quando a gente fala de aplicação de terceiras doses, como a gente tem visto, de pessoas que têm procurado isso, estamos falando de saúde individual. E não é o momento disso. Estamos falando agora de saúde pública. Quanto mais pessoas imunizadas, mais fácil vai ser a gente controlar a pandemia. Esse tem que ser um esforço coletivo e deixar questões individuais para um segundo momento”.

 

O que diz o Butantan

Em nota enviada ao G1 e à EPTV, afiliada Rede Globo, o Instituto Butantan esclarece que a eficácia da CoronaVac foi comprovada por testes clínicos realizados com 12.500 voluntários no Brasil e que embasaram a aprovação de uso emergencial pela Anvisa e, mais recentemente, pela própria Organização Mundial da Saúde.

O instituto ainda destaca que o imunizante previne especialmente as formas graves da Covid-19, evitando hospitalizações e óbitos.

“Conforme nota técnica emitida pela Sociedade Brasileira de Imunizações, não é aconselhável a realização de testes sorológicos de anticorpos para aferir a proteção individual de vacinas contra a Covid-19, disse o Butantan.

(G1 – Sul de Minas)

Notícias Recentes