Empresários reforçam estoques e projetam aumento do consumo no inverno

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O inverno continua sendo um dos períodos mais estratégicos para o comércio mineiro. Impulsionados pela demanda por roupas, calçados e artigos típicos da estação, empresários do já demonstram confiança em uma temporada de resultados positivos em 2026. Levantamento realizado pelo Núcleo de Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG aponta que 59,3% dos empresários dos segmentos de vestuário e acessórios, tecidos, cama, mesa e banho, além de calçados e artigos de viagem, acreditam que as vendas serão melhores do que as registradas no inverno do ano passado.

A pesquisa, realizada entre os dias 4 e 12 de maio de 2026 com 407 empresas de todas as regiões de Minas Gerais, mostra que o frio segue sendo um importante motor para o consumo. Nada menos que 92,1% dos entrevistados afirmam que a chegada do inverno gera impacto positivo no volume de vendas de seus negócios. Segundo a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, a combinação entre expectativa de temperaturas mais baixas e a necessidade de renovação do guarda-roupa cria um ambiente favorável para o varejo. “O inverno costuma estimular compras de maior valor agregado. Diferentemente de outras épocas do ano, o consumidor busca produtos específicos para enfrentar as temperaturas mais baixas, o que favorece setores como vestuário, calçados e artigos têxteis. Os empresários percebem esse movimento e chegam à temporada mais preparados para atender essa demanda”, afirma.

O estudo mostra ainda que o sentimento predominante entre os empresários é de confiança. Entre aqueles que projetam crescimento, o principal fator apontado é o otimismo em relação ao mercado, citado por 62,5% dos entrevistados. Também contribuem para essa expectativa a percepção de um inverno mais rigoroso, a diversidade de produtos disponíveis e a possibilidade de as temperaturas começarem a cair mais cedo neste ano.

Para transformar expectativa em resultado, os lojistas têm investido em estratégias para atrair consumidores. As ações mais mencionadas são propaganda e divulgação, adotadas por 32,8% das empresas, seguidas pelo atendimento diferenciado, apontado por 16,4%. Promoções, liquidações e renovação de vitrines também aparecem entre as iniciativas mais utilizadas para estimular as vendas. “O consumidor está mais criterioso e compara preços, condições de pagamento e experiência de compra. Por isso, vemos uma forte preocupação dos empresários em investir na comunicação e no relacionamento com o cliente. O diferencial competitivo não está apenas no produto, mas também na forma como ele é apresentado e comercializado”, avalia Gabriela Martins.

O ambiente digital permanece como peça central dessa estratégia. Quase a totalidade dos estabelecimentos, 98%, pretende realizar ações de divulgação durante a temporada. O Instagram lidera como principal canal de comunicação, utilizado por 87,7% das empresas, seguido pelo WhatsApp, com 58,8%.

A preparação para a estação também já está em estágio avançado. Cerca de 79,8% das empresas afirmam ter recebido todas as encomendas e estar prontas para atender a demanda do inverno. Apesar disso, o cenário exige atenção aos custos: 52,4% dos empresários relatam aumento nos preços cobrados pelos fornecedores em comparação ao ano anterior. Mesmo diante desse desafio, a expectativa é de crescimento. A maior parte dos empresários projeta aumento nas vendas entre 10% e 40% durante o período, reforçando a confiança do setor na capacidade de consumo dos mineiros.

A primeira quinzena de junho desponta como o período de maior movimentação nas lojas, segundo 49,1% dos entrevistados. O cartão de crédito parcelado deverá liderar as formas de pagamento, enquanto o ticket médio esperado por consumidor varia entre R$ 200 e R$ 300. Para Gabriela Martins, o cenário revela um comércio preparado para aproveitar as oportunidades da estação. “O inverno segue sendo uma das datas mais relevantes para o varejo de moda em Minas Gerais. O planejamento antecipado, a digitalização das vendas e a diversificação dos produtos fortalecem a capacidade das empresas de responder à demanda e ampliar os resultados ao longo da temporada”, conclui.

 

Sobre a Fecomércio MG

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade.  Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.

Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para o setor e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio.  Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.

 

(ASCOM)

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