Muzambinho, 22 de maio de 2024

Ex-Palmeiras se firma no Japão, ganha torcida e vira até chaveirinho

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O zagueiro Thiago Martins não entende exatamente todas as palavras que vêm das arquibancadas, mas sabe: caiu nas graças dos torcedores do Yokohama F. Marinos, do Japão. O defensor com passagem pelo Palmeiras já atua do outro lado do mundo há quatro anos e virou até chaveirinho nas mãos dos japoneses. Titular absoluto e capitão do time, Thiago Martins falou em entrevista ao UOL Esporte sobre sua fase no Japão. O atleta de 26 anos se tornou o rosto de diversos souvenirs. Além de chaveiros, estão à venda cachecóis, camisetas e bonecos que os torcedores do Yokohama Marinos levam ao estádio.

“Aqui tem um monte de coisa. Minha mãe pede pra mim: ‘eu quero isso, eu quero aquilo’, e eu falo pra ela que nem sei onde esse povo compra esses negócios. Eles fazem camiseta, cachecol, chaveirinho… tudo. Engraçado que tem uma menininha que todo jogo vai no estádio com um bonequinho meu, muito legal, ela sempre tá lá falando que gosta de mim. Antes da pandemia, toda vez que a gente ganhava um jogo tinha umas bolas que a gente assinava, aí e eu entreguei uma pra ela”, contou.

O defensor foi campeão da liga japonesa em 2019, seu quarto título nacional na carreira: antes tinha vencido a Série B e duas vezes a Série A, sempre com o Palmeiras. A proposta do Japão surgiu enquanto atuava pelo Verdão. Felipão, técnico na época, disse que contava com o jogador, mas o zagueiro decidiu aceitar a oferta. “Rapaz, me assustou bastante [ir para o Japão], mas foi uma das melhores escolhas da minha vida. No começo foi bem complicado. A maior dificuldade foi que o Yokohama Marinos não estava na melhor fase. O treinador que estava aqui tinha recém-chegado e estava fazendo muitas mudanças com os jogadores, e os japoneses não gostam muito disso. Aí fui jogando, conquistei o respeito não só do treinador, mas dos japoneses, e aí as coisas começaram a ficar mais fáceis”, lembrou.

O respeito conquistado se transformou em liderança no vestiário, mesmo com a dificuldade em se comunicar. “Arranhando” no inglês e estudando japonês, Thiago Martins fez o bastante para ganhar a braçadeira de capitão. “Quando tem uma reunião aqui é até engraçado. Começa o treinador fala em inglês, o tradutor traduz pro japonês e aí o outro tradutor pega do japonês pro português. Então, o ‘meeting’ que era pra durar 15 minutos, dura 40. Mas os japoneses aceitam numa boa. Quando eles vieram conversar comigo, disseram que eu tinha uma liderança e me deram esse poder. Carregando ou não a braçadeira, eu vou falar, vou me comunicar e se precisar dar dura, vou dar”, afirmou.

Apesar da boa adaptação, Thiago Martins não esconde o sonho de, um dia, voltar a vestir a camisa do Palmeiras. “Sou novo, mas tenho meus sonhos de um dia jogar na Europa, crescer cada vez mais. Também tenho muita vontade de voltar a jogar no Palmeiras desde quando eu saí; falei que minha história não tinha terminado ainda. Não sei se é agora, daqui cinco anos ou quando, mas tenho vontade. Eu acompanho (o Palmeiras), é meio complicado por causa do fuso, mas sempre vejo os resultados pelo aplicativo e converso com alguns”.

(Fonte: UOL)

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