Muzambinho, 11 de abril de 2024

Faemg lidera movimento contra importações de leite em pó

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Medida reivindica segurança para os produtores rurais do Brasil, contendo o risco de desabastecimento do mercado interno e o aumento do preço do leite ao consumidor final

Desabastecimento do mercado interno e aumento de preço do leite e seus derivados nas gôndolas dos supermercados. Estes são alguns dos problemas que a sociedade brasileira poderá enfrentar se não forem barradas as importações de leite em pó do Mercosul, especialmente da Argentina e do Uruguai. Para alertar a população e exigir do Governo Federal medidas concretas para salvaguardar os produtores rurais do país, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) está liderando o movimento “Minas Grita pelo Leite”.

Nesta segunda-feira, 18 de março, a partir das 10 horas, no Expominas, em Belo Horizonte, mais de quatro mil produtores rurais, sindicatos, cooperativas e lideranças políticas vão se unir pelo fim da concorrência desleal que está ameaçando a estabilidade do setor lácteo nacional. Sem políticas públicas voltadas para os produtores do segmento, e com as altas importações, esses pecuaristas têm recebido cada vez menos pelo litro produzido e muitos têm optado por deixar a atividade.

Para o presidente da Faemg, Antônio de Salvo, a pecuária de leite mineira e brasileira está enfrentando uma das crises mais severas da história do setor. “Por isso, estamos unindo as forças de Minas em defesa dessa classe tão importante, que são os produtores de leite. Vamos exigir a suspensão das importações subsidiadas da Argentina e salvaguardas emergenciais para socorrer os pecuaristas que tanto precisam da nossa representatividade”, disse.

Em 2023, a importação de leite em pó cresceu quase 70%, em comparação com 2022, o equivalente a 2,2 bilhões de litros. Somente em janeiro deste ano foram importados o equivalente a 206 milhões de litros, uma alta de quase 36% em relação ao mesmo período do ano passado. Em Minas Gerais, maior produtor do país, a pecuária leiteira está presente em 99% dos municípios, sendo a principal fonte de renda de 216,5 mil produtores rurais. Foram produzidos, somente em 2022, 9,4 bilhões de litros de leite no estado.

 

(Ascom)

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