A assembleia anual do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Muzambinho teve a presença da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais. No último domingo (28), a reunião aconteceu na quadra da escola Estadual Cesário Coimbra.
A produtora rural Clélia Moraes, mora no bairro rural de Três Barras e faz questão de participar das assembleias do Sindicato, para se informar sobre as novidades. “Eu não perco as reuniões, pois preciso ficar sabendo o que está sendo feito. Para minha família fazer parte do Sindicato e garantir o atendimento médico e o acesso as serviços técnicos para a lavoura”, disse.
Uma vez por ano, a assembleia sindical reúne os sócios para prestar contas e apresentar as ações para os próximos meses. “Este ano também aproveitamos para orientar os produtores sobre os prazos para o PNAE, que é o programa de fornecimento de produtos da agricultura familiar para a merenda escolar. O município tem que gastar pelo menos 30% da verba da merenda escolar para comprar produtos produzidos pelos pequenos produtores. Tivemos uma oficina do Ministério Agrário, sobre o Programa de Aquisição de Alimentos, feito por técnicos da Conab. O PAA é uma das ferramentas para viabilizar a produção de alimentos e auxiliar os agricultores e as agricultoras na comercialização da produção”, relatou Cleber Marcon.
Os interessados que não estiveram na assembleia e desejam participar tanto do PNAE quanto do PAA devem procurar o Sindicato o mais rápido possível.
Já o presidente da FETAEMG, falou sobre a regulamentação ambiental “estamos junto com a FAEMG para ganhar mais prazos para ajudar os nossos agricultores, pois pela diretiva do Instituto Mineiro de Gestão das Águas, o IGAM, no próximo dia 30 de junho vence o prazo para a regulamentação de poços, cisternas e outros junto ao órgão”.
O outro assunto que Vilson da FETAEMG falou foi sobre o TAC (Termo de Ajuste de Conduta) que vai ser assinado no próximo dia 5 de junho com a presença da FETAEMG, FAEMG, Ministério do Trabalho e a Confederação dos trabalhadores rurais que vai dar proteção ao agricultor familiar. “Com a TAC do dia 5, queremos garantir que o pequeno produtor não seja cobrado como o grande e que não sobrecaia sobre essas famílias as fiscalizações. Trabalho escravo é diferente de trabalho familiar” explicou o presidente.
Ao final foi feita uma confraternização entres os produtores.
(COLABOROU: VALÉRIA VILELA)