Minasul compra lote de café produzido na APAC de Varginha

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Qualidade dos grãos produzidos ganhou destaque ao logo dos anos do proejto entre a cooperativa e a instituição prisional

 A Minasul efetivou a compra de toda a produção de café colhida nesta safra pelos recuperandos da Associação de Proteção e Assistência a Condenados (APAC) de Varginha. Desde 2019, a cooperativa é parceira da instituição e oferece apoio técnico na produção de café. O projeto visa à ressocialização e à profissionalização dos recuperandos. Este ano, a produção ultrapassou a marca de 20 sacas, destacando-se pela qualidade dos grãos.

   A APAC de Varginha foi inaugurada em 2019 e abriga homens condenados pela Justiça, que foram encaminhados pelo sistema judiciário para o cumprimento de pena em regime fechado na instituição. Durante a permanência, os reeducandos precisam seguir as normas e regulamentos internos, como a participação em atividades de capacitação e profissionalização.

   A cafeicultura é uma das atividades desenvolvidas pelos recuperandos e conta com o apoio da Minasul. Por lá, um grupo de reeducandos passa o dia cuidando da lavoura de café de 0,6 hectare. Técnicos da Minasul orientam o manejo do cafeeiro. A cooperativa também fornece os insumos agrícolas e já está implantando um secador de café no local, para o beneficiamento da produção. “Os grãos foram colhidos manualmente, de forma seletiva. Ou seja, apenas os grãos maduros foram apanhados, totalizando 22 sacas de café arábica de alta qualidade.”, explica o gerente  administrativo da Minasul, Maurício Sério.

   Na Minasul, o café colhido na APAC seguiu todo o protocolo de classificação, destacando-se como bebida mole, de excelente qualidade. Os valores recebidos pelas sacas de café são revertidos para subsidiar ações e despesas dos recuperandos na própria unidade prisional. “O café produzido pela APAC tem qualidade e merece ser reconhecido não apenas por isso. É carregado da história de pessoas que enxergam na cafeicultura uma oportunidade de transformação.”, comenta Nilson Severiano, especialista em comercialização de café da Minasul.

   De acordo com a metodologia da APAC, a cada três dias de trabalho na lavoura, os reeducandos têm um dia de redução de pena. “O apoio social à comunidade faz parte do cooperativismo, e desejamos que os recuperandos da APAC saiam de lá com novas perspectivas de vida e de trabalho, por meio da nossa contribuição”, complementa Maurício.

   “Nós, da APAC, agradecemos imensamente o apoio da Minasul em todas as etapas deste projeto e esperamos que o exemplo da cooperativa seja seguido por outras empresas.”, finaliza o gerente da APAC, Anderson Ferreira.

 

(ASCOM)

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