Nesta semana, durante entrevista no programa ‘Hora da Verdade’, da TV Poços, Carlos Mosconi (Secretário de Saúde de Poços de Caldas) fez uma análise do momento político do Brasil. Disse que é um momento muito triste, ruim para um país que tem um enorme potencial e que poderia ser gigantesco em tudo, mas até hoje não conseguiu.
“Há muitas diferenças sociais, pobreza e quando a gente pensa que vai engrenar, fica por aí”, lamentou. Falou ainda sobre a politização, inclusive durante a pandemia. “É um momento complicado. Sou médico e aprendi que a medicina é recheada por coisas sábias, alguém pesquisou e passamos os entendimentos à população”.
Para ele, o melhor presidente do Brasil foi Juscelino Kubitschek, que fez um grande governo, governou sem criar casos, mesmo sofrendo com a oposição, mas que fez o Brasil dar um grande passo.
“Difícil achar outro exemplo. Mas, no final da Constituinte, em 88, veio o governo Itamar, que também teve um papel importante criando o Plano Real, que durou décadas. O FHC avançou em algumas reformas, mas outras até hoje não aconteceram”, lamentou o ex-deputado.
SEM VONTADE E SEM DISPOSIÇÃO – Mosconi afirmou que não tem vontade e nem disposição para ser candidato a deputado novamente, embora reconheça que a cidade não possa ficar sem representante na ALMG e nem na Câmara dos Deputados.
Afirmou que no momento há 33 partidos políticos oficiais no país e que todos querem lançar candidatos para receber recursos do Fundo Partidário.
Garantiu que já recebeu diversos convites para se lançar candidato por outros partidos, alguns alegando que pela sigla ele precisará de menos votos e que não vai faltar dinheiro para a campanha.
“E a reforma política, cadê, onde foi parar? Será que alguém se anima? Pessoas como eu, que já vivi tantas coisas na política, por idealismo, para trazer o país de volta democracia, esperam que os mais jovens tenham a mesma disposição, coisa que hoje eu não tenho”, afirmou.
COVID E MÁSCARA – O secretário de saúde do município acredita que a pandemia do coronavírus vai acabar um dia, mas o vírus não. “Acredito que o vírus vai ficar de forma menos agressiva, é um bichinho que será domado”, afirmou.
Lembrou que hoje não existe nenhum medicamento para acabar com o coronavírus, mas tem confiança de que um dia ainda teremos esse medicamento.
Quanto ao uso de máscara, Mosconi acha que ela veio para ficar “Uma pessoa com sintomas respiratórios, por exemplo, vai perceber que o uso de máscara é bom para ela e para os seus familiares e amigos. Acho que a máscara é uma cultura que vamos acabar adquirindo e que é muito benéfica”, afirmou.
Questionado se fosse para escolher entre a medicina e a política, Mosconi garantiu que gosta das duas, mas que pelo momento atual, ficaria com a medicina pela importância vital que ela representa para a população.
INSATISFAÇÃO COM O PSDB – Filiado por muitos anos no PMDB, houve uma época em que Mosconi teve que optar por deixar a sigla e mudar-se para o recém-fundado PSDB. Hoje o ex-deputado diz que não está satisfeito com o PSDB, porque não é a mesma legenda que foi criada lá atrás e já não tem os mesmos ideais.
Sobre Eduardo Azeredo e Aécio Neves, ambos do PSDB, Mosconi afirmou que é amigo pessoal dos dois. Afirmou ter feito parte do governo de Azeredo, que foi um bom governador e honesto, mas que, infelizmente, teve problemas de campanha, apesar de não tratar pessoalmente dela, mas acabou sendo condenado.
Quanto a Aécio Neves, o ex-deputado afirmou que também é amigo pessoal do ex-governador e de sua família.
(BLOG DO POLLI)