O Adeus Figueiras Centenárias da Praça de Muzambinho

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MUZAMBINHO – Estive hoje dia 19 de outubro de 2022 em uma reunião do Codema (Conselho de Defesa do Meio Ambiente) aqui na Prefeitura Municipal onde me foram franqueados 20 minutos para em última instância expor meu ponto de vista na preservação e revitalização da figueira que restou na Praça Pedro Alcântara (fotos).

 

PENA DE MORTE – Tem este artigo de Jornal, o objetivo de repartir com os leitores, e com os muzambinhenses, minha profunda indignação pela condenação desta árvore centenária a ser sumariamente erradicada, como foi feito com a outra figueira. No tempo em que me foi concedido, expus a todos a vitalidade da árvore e os procedimentos elementares que deveriam serem tomados para sua total revitalização. Ouvi de um dos membros do Codema, que não havia preocupação com os valores históricos e nem paisagístico da árvore. A preocupação era apenas da segurança dos transeuntes nas imediações da árvore. Tentei contra argumentar citando medidas preventivas, mas infelizmente notei que os membros do referido conselho já estavam com o veredito pronto e a sentença da pena de morte da figueira assinada. Lamento que seja este o trágico destino de mais este ícone da cultura muzambinhense.

 

TENTEI SALVAR A FIGUEIRA – Fiz questão de que ficasse registrado em ata da reunião, meu ponto de vista contrário a esta medida radical de erradicação da figueira. Nossa proposta foi que se procedesse a adubação e o restabelecimento da figueira centenária. Como nunca antes na história, estamos culturalmente passando por momentos críticos e o destino comum nos conclama a buscar no fundo do coração os valores morais legados pelos princípios da educação e da religiosidade na encruzilhada dos caminhos do bem e do mal. Adeus figueira, em algum lugar suas sementes irão germinar, e o homem irá por fim compreender o grau de responsabilidade sobre os elementos naturais, como coexistem e são dependentes entre si. Deu flores, deu frutos e sombra para o nosso descanso, trazendo a alegria dos pássaros e dos insetos, fará para sempre parte de nossas vidas. Vá com Deus.

Vitor Hugo do Nascimento (19/10/2022)

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