Muzambinho, 22 de maio de 2024

Outros enfoques ao centenário da Santa Casa de Muzambinho

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Como cidadão muzambinhense, também como político, colaborador deste semanário e profissional da Saúde, não poderia olvidar tão significativa demarcação histórica traduzida pelos cem anos do lançamento da pedra fundamental da construção da Santa Casa de Misericórdia de Muzambinho – 24-6-1921 / 24-6-2021. Meus leitores sabem muito bem que os meus escritos sempre tiveram o apego histórico, pois não se pode ignorar que a civilização humana tem sido construída, passo a passo, desde os primeiros hominídeos e subespécies do ‘Homo sapiens’, que deixaram como pegadas as milhares de inscrições rupestres encontradas nas mais remotas cavernas por eles habitadas, até às atuais gravações simbólicas e orais contidas nas naves espaciais que rasgam os cantos escondidos do espaço sideral, além mesmo do sistema solar.

 Entretanto, não tenho a pretensão nem a autoridade de escrever a respeito dessa notável Instituição com a competente historicidade daqueles que há anos militam e se entregam à causa voluntária e abnegada na Irmandade da Santa Casa. É o caso da elucidativa matéria, de página inteira, publicada na de número 11 deste jornal, Edição 1563, da lavra de antigo Provedor da entidade, o empresário rural José Francisco de Oliveira Martins, popularmente conhecido por Zito Martins. Todavia entendo como instigante e necessária a inserção da intitulada “Breve história da Santa Casa de Muzambinho” no contexto da História de Muzambinho porque ela se deu 69 anos depois do nascimento do povoado de São José da Boa Vista do Cabo Verde, que foi em 19 de março de 1852, pela iniciativa de Pedro de Alcântara Magalhães, fazendeiro do município vizinho que, nas suas terras destas bandas, mandou construir uma capela, em honra do santo e da sua data. Outros proprietários logo doariam glebas de terra ao povoado como João Vieira Homem e sua mulher Maria Benedita Vieira, José Vieira Braga e IngraciaDestarte. Essa é a origem contada para a Muzambinho que se tornou cidade e comarca em 1880.  

Ao pé da letra, Zito Martins transcreve a Ata histórica de uma reunião de sonhos para a construção da Santa Casa muzambinhense. O documento é de 7 de junho de 1914, ocasião em que 56 cidadãos locais se reuniram nas dependências do Fórum da Comarca na esperança de que “em breve esta cidade realizará a grande e humanitária idéia que deu lugar a esta reunião”, conforme consta do encerramento da Ata, lavrada pelo Cel. Francisco Navarro de Moraes Salles e, na qual uma plêiade de onze dos presentes é guindada a uma ‘Comissão Central’ e outros três a uma ‘Comissão Técnica’, sendo esta última composta pelo próprio Coronel Moraes Salles, pelo Dr. João Tocqueville de Carvalho e pelo Dr. Camilo Cecílio de Assis Coimbra, pai dos médicos Fábio de Oliveira Coimbra (nome de rua na Barra Funda) e do lendário Dr. Ismael de Oliveira Coimbra, médico da pobreza e grande líder político.

Da mesma maneira que realcei, por ocasião da concorrida Sessão Solene do Centenário do Lyceu Municipal Muzambinho/Colégio Estadual “Prof. Salatiel de Almeida, por mim requerida e realizada como Deputado Estadual, em 2001, no Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, desejo aqui repetir quão valiosa tem sido a participação dos filhos adotivos de Muzambinho no desenvolvimento do nosso Município. Sim, filhos adotivos, que alguns elitistas provincianos dos dias atuais tentam desqualificar como “forasteiros”. Desnecessário seria repisar que o povoado de São José foi sendo formado pelas famílias que moravam no seu entorno como Magalhães, Vieira Braga, Assis Coimbra, Martins, Machado, Bueno, Matias da Silva e outras. Outros moradores que fizeram o crescimento do povoado foram os índios e seus descendentes, bem como os africanos escravos ou libertos e, mais à frente os imigrantes, a começar pelo italiano Padre Paoliello e seus parentes. Daí em diante chegam novos moradores provenientes de outros municípios, até de outros países. Assim se formou o atual e pujante município de Muzambinho, cantado nestes versos: “Os teus filhos em todos os setores deram sempre de si para a cidade”, constantes do nosso Hino, de autoria da saudosa Profa. Lilian Mantovani, oficializado por concurso público na minha gestão de Prefeito de 1989/92.

Lendo o artigo de Zito Martins, sobre os 100 anos da Santa Casa local, percebo como traço comum nos nossos primeiros passos na Educação e na Saúde vários nomes dos mesmos “forasteiros”. Se lá na fundação do Lyceu Municipal sobressaíram pessoas oriundas da mineira e histórica Campanha, bem como do seu entorno como Águas de Lambary, na Ata da Reunião de 1914, acima citada e divulgada na íntegra pelo nosso historiador nosocomial, Zito Martins, de novo se fazem presentes.

Foram eles a vanguarda nos nossos primórdios da Educação/Lyceu e da Saúde/Santa Casa, estando seus nomes gravados nas atas de ambas empreitadas. Por dever de honestidade e respeito autoral, devo confessar que muitos dos dados biográficos e históricos expostos neste artigo foram extraídos do insubstituível livro ‘Caminhos de Muzambinho’, escrito por um amigo que prematuramente nos deixou: Tenente Geraldo Vanderlei Falcucci.

 Observemos alguns personagens comuns ao Lyceu e à Santa Casa. (1) Dr. Fernando Avelino Correia, um dos precursores do Lyceu, que, inicialmente, mantinha uma escolinha na sua casa. Nascido em Lambary, estudou em Campanha, onde se tornou amigo do cabo-verdense (2) Francisco Navarro de Moraes Salles, que lá cursou a Escola Normal e se casou com uma prima do famoso médico e cientista Vital Brazil Mineiro da Campanha, o descobridor do soro anti-ofídico, isto é, contra veneno de cobras. Seu nome foi dado a um trecho de rodovia BR, no Circuito das Águas de Minas. Ele foi fundador do Instituto de Pesquisas Científicas Vital Brazil, sediado em Niterói, hoje pertencente ao Governo do RJ. Retornando ao (1) Dr. Fernando Avelino formou-se em medicina no Rio de Janeiro em 1878 e veio clinicar em Carmo do Rio Claro, transferindo-se para Muzambinho em 1891, a convite do amigo de Campanha-MG, (2) nesta época já intitulado Coronel Francisco Navarro Moraes Salles, que foi deputado provincial no fim do Império e Agente Executivo em Muzambinho, cargo equivalente ao de Prefeito, acumulado por aquele que fosse Presidente de uma Câmara Municipal, no Império e na Velha República. Pois, foi nesta condição que Moraes Salles, nascido em Cabo Verde, então Agente Executivo do município de Muzambinho, assinou em 26-SET-1901, o Decreto de criação do Lyceu Municipal de Muzambinho, cuja Ata foi redigida pelo Dr. Fernando Avelino Correia, podendo ser encontrada e lida no Museu Municipal de Muzambinho; (3) Prof. Salathiel Ramos de Almeida nascido em Águas de Lambary, estudou e foi professor na histórica cidade de Campanha, da Inconfidência Mineira. Veio para Muzambinho em 1899 com o fito de fundar uma escola de fama e de qualidade. Não tenho informação suficiente se o Prof. Salathielde Almeida veio para cá por influência dos médicos Américo Luz, ou Fernando Avelino, nascidos no entorno de Campanha, ou de Moraes Salles, que lá estudou e se casou.  As datas e as personagens estão muito interligadas. Mas, certo é que o Prof. Salathiel se transformou num educador de renome nacional com a fundação e o prestígio alcançado pelo Lyceu Municipal, que mais tarde seria estadualizado. Entretanto, por questões políticas, sofreu perseguições e passou por dificuldades financeiras, um sofrimento que não merecia ter passado, ainda mais pelo zelo, apego e benemerência que Salatiel dedicou a Muzambinho. Ele amava tanto a terra que adotou para viver que, tendo que daqui se mudar para conseguir sua sobrevivência como educador, ao morrer, em São Simão-SP, teve seu corpo trasladado para sepultamento em Muzambinho, cidade que praticamente o expulsou.  Ainda bem que sua memória é conservada no nome do colégio que fundou, bem como no nome de uma das ruas no coração da cidade. (4) Outro personagem emblemático que esteve próximo na fundação do Lyceu foi o médico Américo (Gomes Ribeiro da) Luz, que empresta o nome à nossa principal e mais central avenida. Também nascido em Campanha, herdeiro político do sogro, Cel. Cesário (Cecílio de Assis) Coimbra. Entretanto, na Ata da Santa Casa, em questão, já não aparece seu nome porquanto havia se mudado para Juiz de Fora, em 1913, onde a convite do governo mineiro foi exercer a presidência do glorioso banco estadual, o de Crédito Real de Minas Gerais, cuja sede ficava na Manchester mineira. Entretanto o nome dos seus cunhados Aristides (Cecílio de Assis) Coimbra e Camilo (Cecílio de Assis) Coimbra constam da Ata de fundação da Santa Casa de Muzambinho. (5) Por fim, outro célebre “forasteiro”, batalhador pela Santa Casa foi Dr.Lycurgo Leite, o pai. Natural de Pouso Alegre, cursou Direito na tradicional escola paulistana do Largo de São Francisco/USP. Após sua graduação foi nomeado Promotor de Justiça na vizinha Comarca de Carmo do Rio Claro. Naquela época e nessa cidade, conviveu com o médico Fernando Avelino, aqui já bastante descrito. E foi Dr. Fernando um dos influenciadores da vinda de Dr. Lycurgo, pai, para advogar em Muzambinho. Destacou-se no exercício da sua profissão e tornou-se expressiva liderança política local e estadual.

Pessoalmente, adentrei como médico desta Santa Casa, pela honrosa visita e irrecusável convite a mim feitos na cidade de Esmeraldas, pelo Diretor Clínico da entidade, Dr. Arnaldo Wágner dos Santos, e pelo Prefeito Del Gáudio. Depois de dez anos exercendo a profissão na nossa Capital, em Pedro Leopoldo e na referida cidade, tudo região metropolitana da Grande BH, surgiu a possibilidade de retorno à nossa região natal, minha e de Adalete, com quem me casei.  Encontrei a Santa Casa de Muzambinho numa época de total transformação da sua velha arquitetura e modernização de equipamentos, uma faina e uma obstinação do médico Arnaldo Wágner dos Santos, que havia retornado à terra natal alguns anos antes, proveniente do Rio de Janeiro. Recebi como tarefa prestar atendimento assalariado e ambulatorial, como clínico, durante quatro horas, nos dias úteis, aos beneficiários do Funrural e àqueles desprovidos de direitos previdenciários, estigmatizados à época como INDIGENTES, bem como deles cuidar nas internações. Mas, a principal missão foi a de que eu atuasse, como obstetra que era, na redução dos elevados índices de cesarianas, devido aos altos custos que tal procedimento obstétrico representava para INAMPS/INPS e FUNRURAL. Ressalva deve ser feita de que a prestação de serviços médicos e hospitalares ao Governo sempre foram mal pagos aos hospitais públicos ou conveniados como os filantrópicos, tipo Santas Casas. No caso do Funrural, ele repassava um valor fixo mensal ao prestador de serviços, razão das queixas de prejuízos pelo sr.Zito, em seu artigo. Certamente que os médicos internavam demais em todas as clínicas e exageravam nas cirurgias cesarianas, nas quais a permanência hospitalar era de 3 a 5 dias e os partos apenas 24h, padrão na década de 1980.  Enfrentamos e obtivemos resultados positivos, através dessa nossa assistência ambulatorial, aliada ao excelente atendimento médico-odontológico e laboratorial do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de MZB, sempre dotado de bons profissionais. Tudo isso diminuía as internações e, consequentemente, os gastos, inclusive com a diminuição das cesarianas do Funrural.

Criei um Livro de Registros de Partos a partir do meu ingresso na Santa Casa no primeiro dia de Janeiro de 1982. Revendo e tabulando estatísticas dele extraídas posso afirmar que num esforço conjunto da minha parte com o também obstetra/urologista, Dr. Carlos Roberto de Almeida Lima, meu irmão, conseguimos reverter, paulatinamente, essa distorção, detectada pelo INAMPS e Funrural, invertendo situações mensais inaceitáveis em que as cesarianas eram realizadas em proporções iguais ou até superiores aos partos normais. Por exemplo, de 515 nascimentos, naquele ano de 1982, 274 (53,3%) foram partos normais contra 241 (46,7%) cesarianas. No entanto meu desempenho foi de 124 (71%) normais contra 36 (29%) cirúrgicos. No ano seguinte, foram 427 nascimentos, com 219 cesarianas e 208 partos normais. Meu desempenho foi diferente: 80 partos normais e 35 cirúrgicos. Em 1985 foram 362 nascimentos, sendo 200 (55,5%) normais e 162 (44,5%) cirúrgicos. Na minha conta pessoal foram 85 (68,7%) normais contra 39 (31,3%) cesárias. A obtenção simplista desses dados não espelha as muitas variáveis em jogo na realização de um procedimento obstétrico, que além de dinâmico ainda trabalha com outras avaliações, tipo, a idade da gestante, se é uma primeira gravidez, se os partos anteriores foram por via baixa ou cirúrgica e outros. NEM deveria estar fazendo tais considerações estatísticas PÓRQUE a realidade atual descambou para a “livre escolha da gestante”, além de absurdas e inadmissíveis críticas a supostas violações do “parto humanizado”. Certo é que tínhamos – e temos – paradigmas da Organização Mundial da Saúde de execução de percentuais inferiores a 30% na prática de cesarianas. O então INAMPS/INPS e o FUNRURAL cobravam isso dos hospitais.

Repito, não devo atropelar aquilo que antes não vi nem vivi, mas da década de 1980 para cá estive dentro do ambiente hospitalar como membro do Corpo Clínico e da Irmandade da Sta. Casa de MZB.  Mesmo de fora, no cumprimento de mandatos políticos, nunca perdi a atenção e a cordialidade para com essa instituição filantrópica. Neste sentido a busca permanente sempre foi pela maneira de auxiliar nunca de digladiar. No meu primeiro mandato de Prefeito (1989/92), atendendo apelos da Direção da Santa Casa, diante de sinalizações da novíssima Constituição, a Prefeitura assumiu responsabilidade ainda que parcial, da implantação de um plantão de Pronto Socorro. Meu sucessor, José Ubaldo, implantou a outra metade, passando Muzambinho e a Santa Casa a contarem com plantão médico 24 Horas, antes inexistente. Na minha 2ª gestão (2005/2008), conforme Revista Informativa da Prefeitura, houve um aumento de repasse de recursos para a manutenção mensal do Pronto Socorro para o custeio de médicos e medicamentos, porquanto a Direção da Santa Casa demonstrava, através de planilhas, que sustentava o Serviço com prejuízos inaceitáveis. Em 2005 a majoração dos repasses subiu de R$18.000,00 por mês para R$30.500,00 / mês; em 2008 subiu ainda mais, para R$44.000,00 / mês, atendendo a reivindicação de pagamento simbólico mensal de alguns especialistas de sobreaviso. Dentro do sistema descentralizado e hierarquizado da Saúde, advindo com a Lei Federal 8080/1990, ou simplesmente a Lei do SUS, muitas transformações foram ocorrendo ao longo desses 30 anos, boas para o Município e seus cidadãos nem sempre satisfatórias para os hospitais filantrópicos, repito, mal remunerados pelos Governos. O grande alento dos filantrópicos é o recebimento de verbas públicas extras, através de políticos, para construções, reformas e aquisição de equipamentos conforme bem relacionou o Sr..ZITO no seu artigo neste jornal.

Nestas considerações sobre os 100 anos da nossa Santa Casa, uma homenagem deve ser prestada a uma categoria de funcionários que nunca pode ser esquecida, porque formada de profissionais dos mais exigidos na vida hospitalar, podendo ser sintetizados numa palavra; ENFERMAGEM. Ela é formada dos antigos auxiliares, dos técnicos em enfermagem e dos enfermeiros propriamente ditos. Mas, um hospital não funciona sem o pessoal administrativo, sem a cozinha, sem a limpeza, sem os serviços gerais, além de outros Serviços Complementares fundamentais como o Laboratório de Análises Clínicas, o Serviço de Diagnóstico por Imagem e o próprio Pronto Socorro. Todos dignos de aplausos, como as TVs, os jornais e as Redes Sociais têm mostrado e valorizado diante da Pandemia do CoViD-19.

Dos médicos com os quais compartilhei trabalho, sofrimento e alegria muitos foram citados no artigo do Sr. Zito Martins. A esses da “Lista do Zito” transmito minha admiração e o muito obrigado, repetindo os nomes: Dr. Antonio Nilo Macedo, Dr.Geraldo Teixeira da Silva e Dr. Camilo Márcio Prado Coimbra, estes três ‘IN MEMORIAM”. Também a mesma reverência ao Dr. Arnaldo Wágner dos Santos, com especial gratidão “pela minha repatriação”; Dr. Paulo Roberto Alvarenga, o majoritário das “minhas anestesias”, mas, também parceiro gratuito em analgesias nos partos difíceis, sobretudo na peridural com que conduziu o primeiro parto da minha filha, parto normal difícil que executei sob o amparo do meu irmão, Dr. Carlos. Continuo os agradecimentos aos Pediatras com quem convivi, Dr. Marcos Alencar e Dr. Alex Tadeu; ao cirurgião, Dr. José Roberto Macedo; ao Ortopedista, Dr. Eli de Souza; e ao Anestesista Dr. Luiz Alberto. Acrescento: citações sempre são perigosas, porque a memória pode falhar.

Porém, dos meus 40 anos prá cá, fora da Lista do Zito, vou fazer justiça a alguns dos omitidos. O Nº 1, Dr. Carlos Roberto de Almeida Lima, meu irmão e parceiro com quem participei de incontáveis cirurgias uro-ginecológicas. Ele foi admitido no Corpo Clínico da Santa Casa com o título de Especialista em Urologia em 1979, também sendo um exímio ginecologista e obstetra, até hoje em atividade, um iluminado na profissão. Ele já ocupou o cargo de Diretor Clínico do hospital. Nº2: Dr. Weber Araújo, que pode ser considerado o “fundador da Pediatria” na Santa Casa, uma jóia rara da nossa profissão, carecedor de nossas homenagens em todos os sentidos. Foi co-fundador da primeira creche do nosso Município, a Creche Helena Dipe, hoje municipalizada, além de ter tido um programa radiofônico diário, na Rádio Rural/do Povo, dedicado à Pediatria e no qual fazia importante papel educativo. Dr. Paulo Calafiori, o primeiro Ortopedista a residir nesta cidade, comprometido com as causas administrativas e sociais da Instituição.  Daqueles com os quais pouco ou nunca convivi e que hoje são parte da sustentação médica da Santa Casa devo citar o Dr. Andrei Lourenço de Queiróz, principalmente porque tem sido ele o baluarte no combate à CoViD-19. A minha lista se completa com o Anestesista, Dr. Lino Corrêa Dias; com a Pediatra, Dra. Viviane de Freitas; com o Cardiologista, Dr. Fabrício Dipe Prates Miranda; e com a Ginecologista e Obstetra, Dra. Andressa de Souza Dipe, filha de uma dedicada Técnica de Enfermagem do hospital, a aposentada Neiva de Souza.

ENFIM, a toda a Diretoria da Santa Casa e à Irmandade, não somente de agora, mas de todos os tempos, o reconhecimento da grandeza de suas pessoas por atuarem voluntariamente e sem salário algum pela causa da Saúde e na Solidariedade pelos seus semelhantes.

 

(DR. MARCO REGIS DE ALMEIDA LIMA

médico, ex-prefeito de muzambinho e ex-deputado estadual )

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