Páscoa deve movimentar o comércio, com expectativa de estabilidade e apostas em promoções

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A Páscoa de 2026 deve manter o comércio alimentício de Minas Gerais em ritmo aquecido. Levantamento pelo Núcleo Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG, mostra que 60,6% dos empresários do varejo de alimentos afirmam que a data influencia positivamente as vendas. O período reforça o peso da Páscoa como uma das datas mais relevantes para o setor. Além do tradicional consumo de chocolates, a celebração também impulsiona a procura por peixes, bebidas e produtos voltados às reuniões familiares, ampliando o impacto da data no faturamento de supermercados, padarias, mercearias e lojas especializadas.

Entre os itens mais vendidos, caixas de bombom lideram as preferências (37,4%), seguidas por barras de chocolate (19,6%) e ovos de Páscoa (14,9%). Produtos ligados à tradição da Semana Santa, como peixes, também aparecem entre os destaques. Outro dado relevante é o início antecipado das vendas. No momento da pesquisa, 49,4% das empresas já haviam iniciado a comercialização de produtos de Páscoa, estratégia que amplia o período de consumo e cria mais oportunidades de faturamento.

A expectativa dos empresários aponta um cenário de estabilidade com viés positivo. Para 51,2%, as vendas devem repetir o desempenho do ano passado. Outros 33% esperam crescimento. O otimismo se apoia no valor emocional da data e na tradição de presentear com chocolates.

A análise regional mostra que o impacto da Páscoa no comércio não ocorre de forma uniforme em Minas Gerais. Norte, Centro-Oeste, Triângulo, Sul de Minas e Zona da Mata concentram os maiores percentuais de empresários que percebem influência positiva da data nas vendas, indicando maior dinamismo nessas regiões durante o período. Em outras áreas do estado, como Jequitinhonha-Mucuri, Central e Noroeste, o cenário aparece mais equilibrado, com divisão semelhante entre empresas que registram impacto positivo e aquelas que não percebem influência significativa da Páscoa no desempenho do comércio. Há ainda recortes regionais que indicam desafios pontuais. Alto Paranaíba e Sul de Minas, por exemplo, apresentam uma parcela relativamente maior de empresários que relatam impacto negativo da data nas vendas, sinalizando diferenças no comportamento do consumidor e nas condições de mercado locais.

 

Segundo a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, essas variações refletem características econômicas e de consumo de cada região. “O comportamento das vendas na Páscoa pode variar bastante entre as regiões. Fatores como renda local, perfil do consumidor e estrutura do comércio influenciam diretamente esse resultado”, explica.

Para estimular o consumidor, o comércio aposta em promoções, liquidações e estratégias de atendimento. Cerca de 34,3% das empresas pretendem investir em ofertas, enquanto 24,1% apostam em atendimento diferenciado para atrair clientes. Segundo a economista da Fecomércio MG, Gabriela Martins, a Páscoa mantém relevância mesmo em cenários econômicos desafiadores. “A Páscoa tem um forte apelo emocional e cultural. Mesmo quando o consumidor está mais cauteloso, ele tende a manter a tradição de presentear ou reunir a família. Isso ajuda a sustentar a demanda no comércio de alimentos”, explica. A economista destaca que o comportamento do consumidor também tem levado empresas a diversificar o mix de produtos. “Nem todo consumidor opta pelo ovo de Páscoa tradicional. Muitos buscam alternativas com melhor custo-benefício, como caixas de bombom e barras de chocolate. Por isso, os empresários ampliam as opções e trabalham com diferentes faixas de preço”, afirma Gabriela.

Para Gabriela, o investimento em promoções e experiência de compra deverá ser decisivo neste ano. “Promoções, kits especiais e um atendimento mais próximo do cliente fazem diferença. O empresário que se prepara e entende o perfil do consumidor consegue aproveitar melhor o potencial de vendas da data”, conclui.

Com tradição, apelo emocional e estratégias comerciais cada vez mais diversificadas, a Páscoa segue como uma oportunidade importante para o comércio mineiro impulsionar vendas e fortalecer o relacionamento com os consumidores.

 

Sobre a Fecomércio MG

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, que abrange mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade. Outra importante atribuição da Fecomércio MG é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários, empresários e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.

Desde 2022, a Federação tem se destacado na agenda pública, promovendo discussões sobre a importância do setor para o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. A Fecomércio MG trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor em âmbito municipal, estadual e federal. A Federação busca melhores condições tributárias para as empresas e celebra convenções coletivas de trabalho, além de oferecer benefícios que visam o fortalecimento do comércio. Com 87 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida dos cidadãos e impulsionar a economia mineira.

 

(ASCOM)

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