Plano bilionário de investimentos impulsiona ampliação e modernização em aeroportos de Minas Gerais

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Investimentos aprovados pelo BNDES para 11 aeroportos em quatro estados fortalecem a aviação regional. Em Minas Gerais, três terminais têm avanços relevantes nas obras

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na quarta-feira (11/2) de cerimônia sobre o Plano de Investimentos em Ampliação e Modernização de Aeroportos. O projeto envolve 11 aeroportos administrados pela Aena e conta com R$ 5,7 bilhões em financiamento, sendo R$ 4,64 bilhões em apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Vinculado ao Novo PAC, o apoio contribuirá para alavancar outros investimentos, alcançando R$ 9,2 bilhões.

As obras previstas já estão em andamento. São beneficiados os aeroportos de Congonhas (São Paulo/SP), Campo Grande (MS), Ponta Porã (MS), Corumbá (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Carajás (PA), Altamira (PA), Uberlândia (MG), Uberaba (MG) e Montes Claros (MG).

Em Minas Gerais, os três terminais contemplados apresentam avanços relevantes nas obras de ampliação e modernização, com execução física em ritmo consistente. O acompanhamento dos contratos indica que algumas unidades já se aproximam das etapas previstas, reforçando a interiorização da aviação e a integração do estado aos principais centros do país.

 

AVANÇOS – Entre os aeroportos mineiros, Uberlândia já chegou a 63,06% de execução total. Em Montes Claros, 58,51% já foram executados, enquanto Uberaba atingiu 56,13%.

 

INTERIORIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO – A modernização dos aeroportos em Minas Gerais amplia a capacidade operacional, reforça a segurança dos voos e reduz gargalos logísticos em regiões estratégicas do estado. As intervenções contribuem para a atração de novas rotas, o fortalecimento da economia local e a integração de áreas produtivas do interior aos grandes centros urbanos.

 

INVESTIMENTO HISTÓRICO EM AVIAÇÃO – O Plano integra uma das maiores operações de financiamento da história da aviação brasileira. A oferta pública de emissão de debêntures foi coordenada pelo BNDES em sindicato com o Santander, totalizando R$ 5,3 bilhões. O apoio financeiro do BNDES inclui tanto a subscrição de debêntures, no valor de R$ 4,24 bilhões, quanto um financiamento via linha Finem, no valor de R$ 400 milhões. Somando debêntures (R$ 5,3 bi) e linha Finem do BNDES (R$ 400 mi), o financiamento total para a Aena será de R$ 5,7 bilhões.

 

EMPREGOS E PRAZOS – Durante a implantação do projeto, a estimativa é de geração de cerca de 2,8 mil empregos diretos e indiretos. Após as obras, serão mais de 700 novos empregos. A Fase I-B das concessões compreende a ampliação e a adequação dos aeroportos para o atendimento às especificações mínimas de infraestrutura, para o aumento de capacidade operacional e para melhorias estruturais e de sustentabilidade. Nessa etapa, estão os principais investimentos da concessão. O prazo para a conclusão é junho de 2028, no caso do Aeroporto de Congonhas, e junho de 2026, para os demais terminais.

 

INOVAÇÃO FINANCEIRA – O financiamento foi modelado pelo BNDES como um project finance non recourse, em que o pagamento é feito com o fluxo de receitas do projeto. Por meio de um mecanismo financeiro inovador estruturado pelo BNDES, após a conclusão das obras, a Aena poderá refinanciar a dívida em condições potencialmente melhores, com a mudança no custo financeiro (repricing). Esse mecanismo, ao mesmo tempo que permite potencial redução do custo da dívida, elimina totalmente o chamado risco de rolagem e garante o funding de longo prazo do projeto, beneficiando o projeto, os usuários e os investidores.

 

A AENA – A AENA é a maior operadora aeroportuária do mundo em números de passageiros, responsável pela gestão de 46 aeroportos e dois heliportos na Espanha. Também detém 51% do Aeroporto de Londres-Luton e atua no México (12 aeroportos) e Jamaica (2). No Brasil, além dos 11 aeroportos já mencionados, a Aena administra os aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), João Pessoa (PB), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB), que também contaram com o apoio do BNDES, de R$ 1,04 bilhão.

 

(SECOM)

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