Polícia Civil descarta tortura em episódio durante carreata em Muzambinho

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Investigação aponta que homem subiu espontaneamente em uma carretinha e recebeu água no rosto; possível ocorrência relacionada à exposição depreciativa depende de manifestação da vítima, segundo a corporação

A Polícia Civil de Minas Gerais, por meio da 30ª Delegacia de Polícia Civil de Muzambinho, divulgou, na segunda-feira (26), uma nota de esclarecimento sobre o episódio envolvendo um homem durante uma carreata realizada no sábado (24), em Muzambinho. O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a circulação de imagens que levantaram suspeitas de que o homem teria sido amarrado, torturado e exposto publicamente durante o evento.

De acordo com o delegado de Polícia Civil, Adnan Cassiano Grava, a investigação realizada até o momento, com análise de imagens de diferentes câmeras e entrevistas com testemunhas, não identificou elementos que sustentem a hipótese de tortura ou de violência física contra o homem.

Conforme os esclarecimentos divulgados pela Polícia Civil, o homem, conhecido na cidade, encontrou a carreata enquanto passava pela Rua Capitão Heliodoro Mariano. Na ocasião, estaria gritando o nome de um candidato adversário e carregava um copo com uma bebida não identificada.

Ainda segundo a investigação, ele teria subido espontaneamente em uma carretinha que participava do evento, sem que houvesse violência, coação ou uso de força física por parte de terceiros. O veículo era rebocado por um trator que trafegava em baixa velocidade, permitindo que o homem descesse a qualquer momento.

A Polícia Civil também afirmou que o homem não estava amarrado, destacando que ele permaneceu com os braços erguidos enquanto segurava o copo.

 

Banho de água será analisado

Durante o percurso, ainda na mesma rua, o homem recebeu um banho de água, direcionado deliberadamente a ele. Segundo a Polícia Civil, esse episódio foi considerado um possível ato de exposição depreciativa, situação que pode demandar apuração criminal.

Entretanto, conforme a nota, eventual providência relacionada a esse fato dependeria da manifestação de vontade da vítima ou de seus representantes, o que, até a divulgação do esclarecimento, não havia ocorrido.

 

Polícia Militar foi acionada

A nota informa ainda que a Polícia Militar foi chamada por participantes da carreata porque o homem se recusava a deixar a carretinha. A situação terminou em um posto de combustíveis, onde ele desceu após receber ordens dos militares.

De acordo com a Polícia Civil, o homem caminhava normalmente e não apresentou reclamações sobre o ocorrido naquele momento.

Com base nos elementos reunidos, a corporação concluiu que não houve tortura nem ato criminoso violento, conforme a análise apresentada na nota. A Polícia Civil ressaltou, contudo, a possibilidade de que o banho de água tenha configurado uma conduta passível de apuração, condicionada, segundo o comunicado, à manifestação da vítima.

Ao final, o delegado Adnan Cassiano Grava destacou que a Polícia Civil atua com base em elementos probatórios e na apuração dos fatos, considerando a repercussão do episódio em Muzambinho e na região.

 

(Com informações ASCOM)

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