A Prefeitura de Muzambinho, através da Secretaria de Educação, realizou em parceria com o Senar o curso de “SOS: primeiros socorros nas escolas”.
De acordo com a Secretária de Educação e vice-prefeita, Heloisa Magalhães, o curso tem como objetivo garantir e aumentar a segurança de crianças e adolescentes no espaço escolar e surgiu no ano de 2018, após o sancionamento da Lei Lucas (Lei Nº 13.722). “Esta é a 3ª turma do curso de primeiros socorros neste ano de 2022, sendo que professores de educação física, gestores e professores de apoio também já participaram desta formação em março. O Paulinho faz questão que esse curso ocorra, estamos nesta gestão trabalhando para melhorar a vida de todos”, explica Heloisa.
“Trabalhamos temas como parada cardiorrespiratória na criança, bebê e no adulto, choque elétrico, engasgos, queimaduras, convulsões, ensinamos manobras para os professores das creches”, disse a instrutora Cinthia Assunção.
Os professores dos Centros Municipais de Educação Infantil (CEMEI’S) participaram como forma de preparar profissionais da educação para adotar práticas de primeiros socorros em possíveis situações de urgência dentro das escolas, até a chegada de socorro médico, contou, a supervisora pedagógica da educação infantil, Taynara Costa.
Para o professor Antonio Gonçalves, o treinamento mostra como agir em situações extremas. “As crianças pequenas nem sempre possuem a percepção real da gravidade de um acontecimento, sendo assim são mais vulneráveis a se envolver em pequenos acidentes domésticos, como quedas, mordidas e pequenos cortes. São situações que podem ocorrer durante as aulas e estar preparado faz muita diferença para prestar o socorro”, falou.
Já para o professor Oswaldo Sandy “é uma formação que vamos usar durante o período das aulas, mas pode ser que em outras situações fora do trabalho vamos saber como agir e ajudar”, concluiu.
LEI – A lei foi criada depois de um acidente que ocorreu com Lucas Begalli, uma criança de apenas 10 anos de idade, que perdeu a vida em um passeio escolar, após engasgar com um pedaço de salsicha do cachorro-quente que serviram no lanche. Porém, ele não recebeu os primeiros socorros de forma rápida e adequada. A morte por asfixia mecânica que ocorreu em questão de minutos, podia ter sido evitada se tivesse no local um profissional treinado para prestar o socorro a tempo.
(ASCOM)