Os confrontos das oitavas de final da Copa do Mundo 2026, realizados na terça-feira (7), desenharam o tabuleiro eletrizante das quartas de final. Com estádios lotados nos Estados Unidos – país-sede do torneio –, a rodada selou o destino de oito seleções que agora se preparam para mais uma batalha de vida ou morte. O roteiro reserva embates de peso histórico e geográfico, como o duelo ibérico entre Espanha e Bélgica, e a revanche africana da França contra Marrocos, repetindo a semifinal de 2022.
Na sexta-feira (10), às 16h (horário de Brasília), o Los Angeles Stadium será o palco do primeiro duelo das quartas: a Espanha, dona de um futebol de posse e toque refinado, mede forças com a Bélgica, que aposta na experiência de sua geração de ouro. Já no sábado (11), a maratona começa às 17h, no Boston Stadium, com a França tentando frear o ímpeto marroquino – uma reedição da histórica semifinal de 2022, vencida pelos franceses por 2 a 0. Na sequência, às 18h, Miami recebe o confronto entre Noruega e Inglaterra, onde a estrela Erling Haaland tenta superar o coletivo britânico. E, fechando a rodada, às 22h, a Argentina de Messi – atual campeã – enfrenta a Suíça em busca de mais um capítulo de glória.
O torneio, no entanto, já registra baixas de peso. Seleções tradicionalmente apontadas como favoritas ao pentacampeonato, como Brasil, Alemanha e Portugal, caíram precocemente, escancarando o equilíbrio crescente do futebol mundial. Das oito classificadas, apenas Argentina (três títulos), França (dois) e Inglaterra (um) carregam no currículo a taça da Fifa – o que torna esta edição um terreno fértil para um novo campeão ou para a consolidação de velhas potências. A ausência de gigantes como o Brasil, maior vencedor com cinco troféus, e da Alemanha, com quatro, abre espaço para surpresas e reescreve a hierarquia do esporte.
Historicamente, em 22 edições da Copa do Mundo, apenas oito países conseguiram erguer o troféu. O Brasil lidera com cinco conquistas, seguido por Alemanha e Itália (quatro cada), Argentina (três), Uruguai e França (dois), além de Espanha e Inglaterra (um cada). Com a eliminação de alemães e brasileiros, resta à Argentina a missão de manter o sul-americano no topo, enquanto europeus como França, Inglaterra, Espanha e Bélgica dominam o lado esquerdo da chave. As quartas de final prometem não apenas deflagrar o novo campeão, mas também consagrar novos heróis – ou enterrar de vez velhas glórias – num Mundial que já entra para a história como o mais imprevisível das últimas décadas.
( João Bosco / O Debate)