Muzambinho, 12 de abril de 2024

Rodrigo Pacheco afirma que divisões políticas estão “dentro das redes sociais”

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Brasília – O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou, na segunda-feira (25), que as redes sociais contribuem para o processo de polarização política no Brasil, em um ambiente dominado por “informações sem filtros, sem controle, sem verificação, num ecossistema onde o que mais importa é chamar a atenção”.
“Se antes pairavam sobre nós os riscos dos separatismos e da fragmentação nacional, hoje as divisões políticas estão dentro das redes sociais, que isolam os usuários em câmaras de eco e bolhas informacionais, e restringem o diálogo e a conversação civil”, afirmou.
A afirmação foi feita durante a solenidade de abertura do “Seminário Internacional Democracia e Novas Tecnologias: Desafios da Era Digital”, que contou com a aula magna “Política na Sociedade Digital”, proferida por Manuel Castells, sociólogo espanhol e um dos importantes pensadores do mundo e considerado o mais influente analista da era das sociedades conectadas em redes. O seminário faz parte das celebrações dos 200 anos do Senado Federal.

O senador acrescentou que o uso das ferramentas digitais impõe novos desafios à sociedade. “A esperança de que a era da informação eliminaria a ignorância e, com ela, a intolerância e os preconceitos, foi substituída pela preocupação, de nós todos, com a disseminação da desinformação e do discurso de ódio, com os linchamentos virtuais, com a proliferação de crimes, e não há outro nome para isso, em meio eletrônico”, destacou.

 

*Inteligência artificial*

Autor do projeto de lei (PL 2.338/2023) que prevê a regulamentação do uso de inteligência artificial no país, Pacheco apontou que, atualmente, o ambiente digital se tornou um risco para as garantias fundamentais. “A expectativa de que a sociedade da informação seria uma sociedade mais livre, mais justa e mais solidária, foi substituída pela preocupação com a perda de privacidade e o uso indevido de dados pessoais, com as ameaças às liberdades civis, com os riscos aos direitos e garantias fundamentais”, disse.

 

fonte e foto: Ascom

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