Os cafés produzidos pela agricultura familiar têm conquistado cada vez mais espaço no mercado regional, impulsionados pela adoção do selo da agricultura familiar, que garante origem, qualidade e reconhecimento ao trabalho desenvolvido no campo. A certificação tem sido um diferencial importante para os pequenos cafeicultores, agregando valor ao produto e aproximando o consumidor da realidade de quem vive da cafeicultura.
Na região, produtores que apostaram na certificação já colhem resultados positivos. É o caso da cafeicultora Edna Costa, do Café Bom Jesus, que destaca o selo como uma conquista coletiva das famílias que trabalham na lavoura. “Esse selo mostra que o café vem de uma família que cuida da terra e vive daquilo que produz. É um reconhecimento do nosso esforço e da nossa história no campo”, afirma.
Além de atestar a origem familiar, o selo também contribui para ampliar a confiança do consumidor e abrir novas oportunidades de comercialização. Para Edna, a certificação ajuda a diferenciar o produto no ponto de venda. “Quando o cliente vê o selo, ele entende que está levando um café produzido com responsabilidade, carinho e compromisso com a qualidade”, ressalta.
A valorização da agricultura familiar no setor cafeeiro também impacta diretamente a economia local, gerando renda, mantendo as famílias no campo e incentivando práticas sustentáveis. Pequenos produtores passam a ter mais visibilidade e competitividade, mesmo diante de grandes marcas do mercado.
Com o selo da agricultura familiar, o café deixa de ser apenas uma commodity e passa a carregar identidade, história e vínculo com o território onde é produzido. Para os cafeicultores da região, como Edna Costa, a certificação representa não apenas um reconhecimento oficial, mas também a certeza de que o trabalho familiar continua sendo essencial para a qualidade do café que chega à mesa do consumidor.
Os Cafeicultores interessados no selo podem procurar o mercado do produtor na baixada, próximo a rodoviária de Muzambinho.