Uma pesquisa realizada pela ASCATUR (Associação de Turismo de Capitólio e Região) com meios de hospedagem, atrativos turísticos e estabelecimentos gastronômicos associados revela um clima de otimismo para a temporada de verão 2025/2026. Mais da metade dos entrevistados (55%) espera um aumento no fluxo de visitantes em relação ao último verão — com 44% projetando crescimento entre 10% e 20% e 11% prevendo uma expansão acima de 20%. Apenas uma empresa estima retração.
Entre hotéis, pousadas e atrativos, a taxa média de ocupação estimada para finais de semana e feriados da alta temporada deve ficar entre 70% e 75%, sendo que cerca de metade dos respondentes aponta índices entre 50% e 70%. Outro indicativo positivo é o gasto médio por turista: 56% acreditam que o ticket médio deve aumentar, enquanto apenas 11% esperam queda.
O cenário reforça a posição de Capitólio e do Lago de Furnas como um dos destinos mais desejados de Minas Gerais, combinando natureza exuberante, aventuras ao ar livre e experiências gastronômicas cada vez mais qualificadas. Apesar do bom momento, os empresários mantêm os pés no chão e observam com atenção fatores que podem limitar o crescimento.
Quando questionados sobre os principais desafios, segurança pública e concorrência ilegal lideram as preocupações. Também ganharam destaque problemas como a falta de sinalização turística (considerada grave por 67% dos participantes), além de instabilidades no fornecimento de energia e água e dificuldades para contratar e qualificar mão de obra (56%).
Mesmo com esses entraves, o clima geral aponta para um verão mais movimentado, com expectativa de reforçar a vocação turística de Capitólio e impulsionar a economia local.
Oportunidades de Transformação
As respostas abertas da pesquisa revelam três prioridades urgentes para Capitólio e o entorno do Lago de Furnas: melhoria da MG-050 e das estradas rurais que levam aos atrativos, ampliação da cobertura de internet e sinal de celular e instalação de mais lixeiras, coleta seletiva e ações de combate à poluição visual.
Na Serra da Canastra, o foco é ainda mais direcionado para a manutenção das estradas de terra e para uma sinalização eficiente para queijarias, propriedades rurais e experiências de turismo de base local.
Além da infraestrutura, 67% das empresas destacam a necessidade de campanhas robustas nas redes sociais, envolvendo influenciadores e promovendo eventos temáticos — como festivais gastronômicos e programações culturais. A mesma porcentagem reforça a importância de cursos de qualificação em atendimento, hospitalidade mineira e boas práticas de turismo. Temas como turismo sustentável e educação ambiental também aparecem com força, citados por 56% dos participantes.
Mais da metade das empresas (55%) planeja contratar funcionários temporários para o verão — algumas ampliando o quadro em mais de 10%. Esse cenário abre espaço para programas rápidos de capacitação antes do Réveillon, fortalecendo a qualidade do atendimento no período de maior demanda.
É importante ressaltar que o setor turístico reconhece o poder público como parceiro estratégico. As demandas apresentadas não são críticas destrutivas, mas sinalizações colaborativas para que governo e iniciativa privada avancem lado a lado.
Turismo é construção coletiva — depende de infraestrutura, qualificação, promoção e gestão compartilhada. Quando o diálogo é aberto e as necessidades são alinhadas, o poder público deixa de ser visto como obstáculo e se torna o grande aliado para transformar a região em um destino ainda mais competitivo, sustentável e preparado para o futuro.
A visão de um Beach Club elegante
Entre as sugestões apresentadas, uma ideia se destaca pela capacidade de elevar a experiência turística de Capitólio: a criação de um beach club elegante e temporário na Prainha.
Imagina-se um espaço cuidadosamente planejado, com barracas sofisticadas, ambientação moderna, som ao vivo em clima leve e aconchegante, além de tábuas selecionadas de queijos e frios da Serra da Canastra, acompanhadas por uma carta especial de vinhos e drinks artesanais.
A proposta sugere um funcionamento de quinta a sábado, criando um ponto de encontro charmoso para turistas e moradores, fortalecendo o turismo gastronômico e de entretenimento de forma organizada e sustentável.
Mais do que uma sugestão pontual, essa ideia abre caminho para uma visão futura em que a Prainha se transforma em um cartão-postal vivo, capaz de unir natureza, cultura local e hospitalidade mineira em um único ambiente — um novo símbolo da identidade turística de Capitólio.
Um destino em transformação
Os dados revelam que Capitólio, o Lago de Furnas e toda a região da Serra da Canastra vivem um momento decisivo. O verão promete ser mais vibrante, o turista está disposto a gastar mais e os empresários demonstram confiança no crescimento. Ao mesmo tempo, surgem desafios claros que, quando enfrentados com inteligência e cooperação, podem se transformar em grandes oportunidades.
A força do setor turístico, somada à atuação estratégica do poder público e à criatividade da iniciativa privada, desenha um horizonte promissor: infraestrutura mais preparada, promoção mais qualificada, experiências mais sofisticadas e um destino cada vez mais integrado, sustentável e competitivo.
Ideias como o beach club na Prainha mostram que Capitólio não apenas acompanha as tendências do turismo nacional — mas tem potencial para liderá-las, criando espaços que unem natureza, gastronomia, cultura e hospitalidade em um mesmo cenário.
O que se vê, portanto, é um destino que não espera o futuro acontecer: está construindo o futuro agora. E, se cada agente — público, privado e comunitário — continuar caminhando na mesma direção, Capitólio tem tudo para consolidar-se como um dos principais ícones turísticos de Minas Gerais e do Brasil, elevando ainda mais a qualidade de vida de sua população e a experiência de quem visita esse lugar tão singular.
(ASCATUR)