Eu prefiro ser idoso e fim, continuar levando a vida numa flauta. E porque isto – o velho não trabalha mais… problemas de saúde, desmotivação e de não querer enfrentar desafios, apesar de “não ser velho”. Somos jovens reciclados, com menos colágenos, zero paciência e liberdade suficiente para não dever explicação para ninguém. Esqueça aquela imagem do vovô na cadeira de balanço apenas olhando o tempo passar. Hoje, a “melhor idade” deu um ‘glow up’ total (expressão jovem para uma transformação positiva na melhoria do visual da vida). Ser velho em pleno 2026 mudou o ‘core’ da sociedade (gíria atual que se refere à essência ou ao centro de algo): virou sinônimo de se reinventar,meter o ‘shape’ na academia (termo do mundo fitness usado pelos jovens para focar nos treinos e visar a saúde física). Eu não curto academia, entretanto acompanho as coisas! E se hoje eles já estão entregando tudo, as perspectivas adiante são ainda maiores, anunciando que o futuro pertence a quem tem história para contar e ainda energia para gastar. (Entregando tudo é elogio moderno para quem faz algo com máxima excelência). Assim, acho que o foco principal das perspectivas futuras está entre a tecnologia e o mercado de trabalho. O velho é considerado velho, porque ele para com tudo e não mais enfrenta desafios. Já os idosos, tenta ir em frente pensando que cumprir a vida/ Seja simplesmente/ Compreender a marcha/ E ir tocando – como na canção do compositor Almir Sater. Enfim, a diferença entre “velho” e “idoso” está na atitude de, não somente na idade cronológica: idoso é visto positivamente com experiência, aprendendo e sonhando; enquanto velho tem conotação negativa e apego ao passado, mesmo que a idade de certidão seja a mesma; enquanto que o idoso tem planos e rugas de sorriso. Já o velho tem saudades e rugas de amargura, é. E, Et Finito!!!
Fernando de Miranda Jorge
Acadêmico Correspondente da APC
Jacuí/MG – e-mail: fmjor31@gmail.com