Muzambinho, 22 de maio de 2024

A indústria tá… em tudo!

Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email
Share on print
IMPRIMIR
Share on facebook
Share on whatsapp
Share on email
Share on print

Imagine as ações que você realiza nas 24 horas do seu dia – quando está com sua família, trabalhando, dormindo, ou mesmo quando está em curso uma grave crise de saúde. Verá que em praticamente 100% delas a indústria está presente, sempre contribuindo para suprir suas necessidades e assegurar melhor qualidade de vida para a sua família, vizinhos e amigos.

Na semana deste 25 de maio, Dia da Indústria, celebramos a essencialidade do setor e o trabalho incansável de milhões de brasileiros que, mesmo quando muitos têm que ficar em casa, seguem firmes na missão de produzir itens primordiais para a manutenção da vida como  conhecemos hoje. A data foi criada pelo então presidente Juscelino Kubitscheck, em 1957, para homenagear e registrar o nascimento da moderna indústria brasileira e a chegada ao país da indústria automobilística. Tempo em que o nosso país crescia “50 anos em 5”.

Em Minas Gerais temos razões especiais para comemorar esta data, que focaliza o mais importante setor econômico e social do estado, cujo desempenho positivo resulta de uma obra solidária e coletiva, realizada em todas as regiões do nosso território por cidadãos que abraçam a causa da indústria como profissão, por acreditarem em sua força como instrumento de geração de desenvolvimento e em seu poder como fator decisivo de transformação e inclusão social. E o fazem mesmo com todos os riscos inerentes à própria atividade empreendedora, potencializados por incertezas políticas e jurídicas que só existem aqui, em nosso país.

Somos um setor pujante, representado, em Minas Gerais, por mais de 130 sindicatos empresariais e mais de 80 mil empresas. Formamos, juntos, a FIEMG. E trabalhamos para defender os interesses legítimos das empresas e para assegurar que elas, com os bens e serviços que produzem, atendam com efetividade às demandas e aspirações da sociedade.

Com o seu trabalho, esses homens e mulheres, dirigentes de sindicatos e empresas, colocam a indústria em todos os momentos da vida das pessoas. Desde quando acordam em suas casas (indústria da construção civil), tomam o seu café (indústria do café e panificação, indústria alimentícia), vestem suas roupas para trabalhar, passear ou ficar em casa (indústria têxtil, do vestuário, calçados, bolsas, joias e bijuterias), quando começam a trabalhar, usando os seus computadores, suas mesas, suas cadeiras, seus telefones, tablets (indústria eletroeletrônica, da informática, de móveis). Segue o dia e segue a indústria na vida de todos nós até o encerramento das atividades para o merecido descanso – no cinema, comendo sua pipoca, tomando seu uísque, sua cerveja ou sua cachaça que Minas Gerais produz tão bem (indústria do audiovisual, alimentícia, de bebidas). Mesmo à noite, enquanto dormimos, a indústria tá lá: colchão, cama, vestuário, algum medicamento para quem precisa e a luz que é apagada depois de iluminar o dia inteiro de cada um de nós.

Mas a indústria é mais – e vai além. O Produto Interno Bruto de Minas Gerais (PIB-MG), que inclui todas as riquezas produzidas dentro das fronteiras do estado, chegou a R$ 142,8 bilhões em 2018, representando 26,5% do PIB total do estado. O setor industrial mineiro é, também, importante gerador de emprego e renda: são 1.141.944 trabalhadores em Minas Gerais (2019), o que representa 23,1% do total de empregos formais no estado.

A massa salarial da indústria representa aproximadamente 22,7% do total de salários pagos em Minas Gerais no mesmo período. A indústria é, igualmente, o principal setor gerador de divisas no estado, respondendo por cerca de 80% do valor total exportado. Em 2019, o setor exportou US$ 20,21 bilhões, principalmente para mercados da relevância de China, EUA, Europa e, na América do Sul, para a Argentina.

A indústria – extrativa e de transformação somadas – é, ainda, o principal pagador de impostos no estado, respondendo por 49,9% do ICMS estadual. Se for incluída a distribuição de energia, são 65% do total de ICMS arrecadado em Minas Gerais em 2019.

Em síntese, a indústria mineira comemora o seu dia com orgulho e otimismo: orgulho, pelo que realizamos até aqui; otimismo, por entender que, mesmo com a crise e a pandemia, estamos contribuindo para a construção de um futuro promissor. E tudo isso representa força para nossas empresas e empregos de qualidade para a população.

Por: Flávio Roscoe é presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais – FIEMG

Notícias Recentes