Dia desses sonhei que estava sendo criticado por escrever errado e questionado como: ‘não aprendeu escrever ainda rapazinho’? Então, para pensadores escritores não dá para sentar em frente ao computador diretamente ir desenvolvendo seu pensamento para texto do dia. Seria bom se assim fosse, diferentemente como o repórter que já chega ali diante do fato ocorrido, antes ou depois, é só registrar o acontecimento com fotos fatos e escrita. No mesmo sonho, ainda ‘pensei’ estou velho para aprender e talvez fosse o motivo da crítica. Que nada! A crítica é sempre bem-vinda, renovamos e aprendemos, apesar de no momento, dá uma dorzinha no coração. Mas logo nos refazemos e corajosamente enfrentamos a máquina e os pensamentos fluem. Os pensadores e escritores procuram passar na escrita seus sentimentos, sabedores que não vão agradar a todos. Até nossos seguidores às vezes estranham nossas colocações, fazer o que, cada um é cada um e nós somos os primeiros a recebermos críticas pela exposição, vamos nós escrevendo com simplicidade, de pé e a ordem dos leitores. Assim, quando surgem colocações que não entendemos, o próprio computador nos socorre para não escrever errado. Mas acontece, e o público leitor não perdoa. Na frente da tela branca e gelada com o frio de Jacuí, o verdadeiro desafio do escritor não é a máquina, mas sim o que está dentro de nós mesmo e passar adiante em textos. O computador é apenas um espelho eletrônico que aguarda a transformação do silêncio em palavras. Escrever é o ato de concentração para digitar a palavra exata e não a errada como os críticos do meu sonho.
Fernando de Miranda Jorge
Acadêmico Correspondente da APC
Jacuí/MG – e-mail: fmjor31@gmail.com