Muzambinho, 22 de maio de 2024
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Penso que todo mundo tem um “era uma vez” na sua vida. Todos nós temos pelo menos uma passagem, uma lembrança de “era uma vez”. “Era uma vez”, quando lá pelos idos do século passado, famílias  ‘Sírio Libanesas’, se aportaram na nossa região especialmente em Jacuí, constituindo famílias tradicionais, descendentes, criando comércios e até lojas de departamento, isso mesmo, naquele tempo! Por isso, “era uma vez” que não pensávamos em nada de desafios. Era uma vez que não precisávamos de dinheiro, tínhamos de tudo, inventávamos de tudo simplesmente em nossa perdida infância e adolescência. Sem os eletrônicos, divertíamos e comunicávamos do jeito que dava e era sensacional, pois lembramos até hoje das coisas e das pessoas. Os brinquedos eram feitos artesanalmente com simplicidade, confeccionados com matéria prima facilmente encontrada, era só inventar, era legal. “Era uma vez” não vivíamos preocupados com doenças, muito menos com ‘pandemia’ e suas conseqüências: isolamento, distanciamento social – nem pensar – aperto de mão, abraço e outras coisitas mais. “Era uma vez” quando vivíamos com simplicidade… Roupas sem etiqueta (o que é isso?), calça de brim e camisa de algodão, descalço ou de botina de goma. “Era uma vez”, o primeiro emprego, o primeiro salário, primeiro carro. “Era uma vez”, as novidades (que novidades? Nem aí) demoravam a  chegar em cidades como Jacuí. “Era uma vez”, a primeira namoradinha que para muitos virou esposas. “Era uma vez”, a primeira escola, que saudade da primeira professorinha a primeira presença em meu aprendizado escolar que causou impacto e causa até hoje. Professora, professorinha primeira profissão que legitima a mulher do século XIX. “Era uma vez”, o namoro e o casamento: os filhos, netos e bisnetos – uma história que se inicia com, ‘era uma vez’! “Era uma vez”, um time de futebol amador, grupo de estudantes se reuniam durante as férias, uma senhora esquadra, que para atuar comprava o uniforme, a bola do jogo, montava as traves, as redes do gol e a marcação do campo. “Era uma vez”!

 

Fernando de Miranda Jorge

Acadêmico Correspondente da APC

Jacuí/MG – e-mail: [email protected]             

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