Muzambinho, 8 de maio de 2024
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Octaedro não é um prisma e nem uma pirâmide. A razão de ser chamado de Octaedro é porque possui 8 faces. – Em analogia, seguem 8 faces de alguns dos presidentes da República do Brasil. A importância da ordem é apenas cronológica.

 

Face 1 – Jânio da Silva Quadros

 

Jânio tinha aquela cara azeda de garçon que serve “Rabo de Galo” (Pinga com Cinzano) em convescote de universitários. Após 7 meses de  governo, renunciou sob a alegação de “forças ocultas” que o impediam de governar. Segundo a Polícia Federal, Jânio deixou aos seus herdeiros 66 imóveis e 20 milhões de dólares depositados na Suiça em conta secreta. 

Ben Gurion, Primeiro Ministro de Israel, lamentou a renúncia (1961) ao perguntar perplexo: “Como é possível renunciar a um país que dispões de tanta água?”

Jânio Quadros morreu em 1992 aos 75 anos por complicações decorrentes de 3 derrames cerebrais.

 

Face 2 – Artur da Costa e Silva

 

Costa e Silva foi o segundo presidente durante a Ditadura Militar. Governou o país por pouco tempo (1967-1969) quando foi afastado (por seus pares generais) devido a problemas de saúde. O governo de Costa e Silva ficou caracterizado pelo Ato 5: o mais duro e infame da Ditadura Militar.

 

Face 3 – Emílio Garrastazú Médici

 

Olhar frio e distante, voz cavernosa, o general Garrastazú Médici foi um acabado mínimo múltiplo comum entre os generais de 4 estrelas. Passou os 4 anos na Presidência da República lendo discursos de ghostwriter (escritor fantasma). Sabedor, mas alheio às torturas e assassinatos da Ditadura, mal viu o seu tempo passar.

 

Face 4 – João Batista Figueiredo

 

Em uma entrevista que concedeu a um repórter, assim Figueiredo resumiu o seu entendimento sobre Democracia: “Nós temos a laranja-lima, a laranja-pêra, a laranja-baía, que têm sabores diferentes, mas nem por isso deixam de ser laranjas; assim também existem democracias diferentes”.  Ao deixar a Presidência da República disse que preferia o cheiro de cavalo a cheiro de povo. Figueiredo cavalgou um tipo; não uma personalidade.

 

Face 5 – Fernando Collor de Mello

 

Depois de 21 anos de Ditadura Militar, a eleição de Collor representou (para milhares de seus eleitores) a aurora e a bonança de novos tempos. Intitulado “Caçador de Marajás” tinha aquele andar de meio-galope simulando ir longe frente aos desafios, mas continua sendo um desaforado. O governo Collor foi marcado pela implementação do “Plano Collor” e a abertura do mercado de importações, além de um programa nacional de desestatização. Tal plano acabou por afundar a recessão econômica que mandou para o vinagre (1990) mais de 920 mil postos de trabalho e uma inflação na casa dos 1.200% ao ano. Antes da conclusão do seu impeachment renunciou em Dezembro de 1992. O congelamento das poupanças de milhares de brasileiros foi a mais trágica decisão de seu governo.

 

Face 6 – Fernando Henrique Cardoso

 

Fernando Henrique sempre foi um político sem nenhuma interação com o país. Teve (e tem) um indisfarçado desprezo pelos pobres; pelos excluídos. Com que sentimento de dor, um líder político da estatura de Leonel Brizola conviveu com o longo reinado do “Príncipe dos Sociólogos”. Astuto e oportunista carreou, para o seu governo, o sucesso do Plano Real que foi formulado no governo de Itamar Franco. Mediocridade e entreguismo caracterizaram os 8 anos de seu governo.

 

Face 7  –  Michel Temer

 

Filho de imigrantes libaneses, nasceu na cidade paulista de Tietê. Temer utiliza o movimento de suas “mãos de tesoura” para reforçar os seus argumentos. Ocupou a Presidência da República no período tampão (2016-2018). Desde que assumiu o poder, foi alvo de críticas, instabilidades, controvérsias e polêmicas. O período de seu mandato foi marcado por investigações de corrupção e comentários orquestrados sobre o impeachment que destituiu Dilma Rousseff da Presidência. Temer ajudou a pavimentar o caminho para Bolsonaro chegar ao poder.

 

Face 7  –  Jair Messias Bolsonaro

 

Arquiteto deste tenebroso tempo que estamos a viver e sofrer, “Bolsonaro – 22 não mata, mas imbeciliza!” – Disse o poeta e escritor Augusto de Campos. Quociente de Inteligência (QI) abaixo da média, Bolsonaro procura compensar sua incapacidade mental utilizando-se de argumentos fascistas seguidos de palavras chulas. A respeito da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre a Pandemia do Coronavirus, disse: “Estou cagando para a CPI!” – É o mais recente desaforo cometido contra o Brasil.

 

Paulo Augusto de Podestá Botelho é Professor e Escritor.

E-mail: [email protected]        Site: https//paulobotelhoadm.com.br

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