A simplicidade da felicidade no início e no fim da jornada, o pirulito e a escuta – como velhos e crianças ensinam o segredo da vida. A felicidade sem pressa: o velho que já chegou e a criança que acaba de chegar. É o círculo perfeito que se fecha assim… A inocência o começo e a paz do cumprimento. São dois sorrisos, duas “eras”. A criança e o velho compartilham da mesma alegria. Bela reflexão sobre a felicidade compartilhada entre o idoso e a criança. Por que os dois são felizes? Para a criança basta um pirulito; para o velho a escuta. A alegria da criança é focada na pureza do começo. O mundo é um parquinho e a felicidade é imediata… cabe na doçura de um pirulito, não tem passado nem a ansiedade do futuro. Já a alegria do velho é focada na paz do completo. Ele já caminhou muito; a felicidade não está mais na pressa de conquistas. A felicidade do velho existe porque ele já atingiu o seu tempo e só precisa de espaço para ser ouvido e contar suas histórias. Enfim, penso que o ponto de encontro é este: tanto o velho quanto a criança se unem na simplicidade – ambos assentam na mesma alegria. É fácil de constatar: basta ver os adultos que, no meio do caminho do viver, se perdem na complexidade e nos excessos. O velho e a criança se encontram na plenitude do que é essencial: a simplicidade da felicidade no início e no fim da jornada. “Velho e criança: toda manhã ao acordar, decida ser feliz. E então insista nisso o dia inteiro”.
Fernando de Miranda Jorge
Acadêmico Correspondente da APC
Jacuí/MG – e-mail: fmjor31@gmail.com